Senador Antonio Anastasia lança nota à imprensa

destaque_nota-300x200

Acusado de participar da Operação Lava Jato e, estado na Lista do Janot, como está sendo chamada, o senador Antonio Anastasia, através do PSDB, lançou nota à imprensa neste sábado (07)

Leia na íntegra:

 logo_tucano_nova
Nota do senador Antonio Anastasia

1) Não conheço, jamais estive ou falei com o Sr. Jayme. Da mesma forma, não conheço, jamais estive ou falei com o Sr. Youssef.

2) Ou seja, é absolutamente falsa a afirmativa do Sr. Jayme que teria me entregue valores em dinheiro, em 2010, a mando do Sr. Youssef. O próprio Sr. Youssef, em depoimento oficial, negou que tivesse me encaminhado qualquer valor (vide anexo 1, cópia do documento oficial da Procuradoria Geral da República, páginas 22 e 23, Termo de Declarações Complementar n. 28)

3) Deste modo, o pedido de inquérito aberto em relação a mim baseia-se, exclusivamente, no depoimento do Sr. Jayme (que, ao contrário do Sr. Youssef, não tem o mesmo valor nem está sujeito às mesmas obrigações de um acordo de delação premiada), que foi vazado em janeiro deste ano. Ainda que assim não fosse, a alusão precária e inespecífica a uma casa em Belo Horizonte, sem fornecer o endereço, ou a data e a hora de tal encontro, aliada ao reconhecimento precário de uma fotografia dizendo ser pessoa “parecida” comigo, não resistiria a menor verificação. (vide anexo 1, cópia do documento oficial da Procuradoria Geral da República, página 22, declaração)

4) As datas de entregas de valores pelo Sr. Jayme, a mando do Sr. Youssef, conforme se verifica nos documentos arrolados nas peças, não condizem com a do depoimento do Sr. Jayme.

5) Soma-se a isto o fato de eu ser, à época, governador de partido de oposição ao Governo Federal, sem qualquer vinculação com a Petrobras.

6) A abertura do inquérito servirá para demonstrar a verdade, pondo fim à infâmia inventada contra mim, sabe-se lá por qual motivo.

7) Desejo, tão somente, que a apuração seja rápida, de forma a comprovar o mais breve possível minha total inocência, por respeito aos milhões de mineiros que votaram em mim para o Governo e para o Senado e por toda a trajetória de minha vida pública, reconhecidamente correta e proba.

8) Os que me conhecem estão indignados com estes fatos, mas tenho a consciência tranquila da prevalência da justiça e da verdade, inclusive com a descoberta da origem desta armação contra mim.

9) Agradeço a incontáveis manifestações de apoio e solidariedade que venho recebendo, desde o surgimento, em janeiro, desta história falsa e covarde.

10) Coloco-me, uma vez mais, à inteira disposição do Ministério Público e da Justiça para todos os atos necessários a comprovar a improcedência do depoimento do Sr. Jayme.

/

FHC tem, e quem tem, tem medo  

banheiroGVjpg

Por Amorim Sangue Novo

Creio ser esta a atitude mais certa que o guru do arrogante Aécio possa tomar e isto me lembra a publicação feita pelo personagem Sátiro de Amora (veja).

Para que relembrem cito parte do texto:
Neste lugar solitário,
toda a vaidade se acaba
todo o cobarde faz força
todo o valente se caga.

Ainda em ritmo de sátira posso citar que: Saber abaixar as calças é também um ato de inteligência, porém isto deve ser feito na hora certa, coisa que o PSDB não fez e agora se sujeita e cair no ridículo.

FHC e Dilma

Na defensiva PSDB já admite pacto com Dilma

O discurso neoudenista do PSDB foi atingido em cheio pela Operação Lava Jato. De um lado, o ex-governador e senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi incluído na ‘lista de Janot’, acusado de receber R$ 1 milhão do esquema do doleiro Alberto Youssef (leia aqui). De outro, o senador Aécio Neves foi citado na delação de Youssef, como beneficiário de propinas mensais pagas pela Bauruense, uma empresa subcontratada por Furnas no governo FHC – embora o caso tenha sido arquivado, ainda pode ser reaberto (leia aqui).

Nesse novo cenário, o PSDB perde condições de manter a estratégia de desestabilização do governo Dilma e promover um eventual impeachment. E hoje, na Folha de S. Paulo, surge o primeiro sinal de que o partido, por meio de sua principal liderança, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, estaria até disposto a um diálogo (leia aqui).

Na reportagem de Catia Seabra, que mantém boas fontes no tucanato, FHC informou que ‘conversa com todo mundo’. Outros aliados foram mais explícitos. “Ele não quer que o circo pegue fogo, porque todo mundo se queima”, disse o vereador Andrea Matarazzo, que já foi arrecadador de campanha e ministro de FHC. “Fernando Henrique acha que em algum momento vai ter que pactuar. Mas diz que Lula insiste no ‘nós contra eles’. E não percebe que o problema é de todo mundo”, afirmou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Os tucanos, no entanto, querem antes esperar o 15 de março, data em que estão previstas manifestações contra a presidente Dilma, para avaliar se retomam o discurso moralista ou se tentam alguma aproximação efetiva com o PT. Até lá, o PSDB colocará vários filmes no ar, chamando a presidente Dilma Rousseff de ‘mentirosa’.

Eis aqui:
Dilma joga a conta de suas mentiras para os brasileiros https://www.youtube.com/watch?v=YJaaPIkwxbE&feature=youtu.be

/