Evandro Gussi teve contas de campanha rejeitadas

Em reportagem esclarecedora sobre os 18 deputados envolvidos no caso da PEC 181, que criminaliza todos os tipos de aborto, a jornalista Taís Paranhos cita ainda que Evandro Gussi é “antiabortista”

Na matéria Taís ”linka” também um substutivo ao Projeto de Lei do deputado sob o título: Deputado defende ‘consciência’ médica contra aborto, postado no Congresso em Foco em outubro de 2015

Veja quem disse NÃO às mulheres:

Gilberto Nascimento (PSC – SP) – Está no seu quarto mandato de deputado federal. Integra a bancada evangélica e começou a carreira no MDB, na década de 1970 (partido de oposição política ao Regime Militar). É delegado da Polícia Civil de São Paulo e pastor evangélico. Acusado de envolvimento na máfia das ambulâncias. Também responde a várias acusações de crimes eleitorais.

Leonardo Quintão (PMDB – MG) – Filho do político e pastor evangélico presbiteriano Sebastião Quintão, Leonardo está em seu terceiro mandato como deputado federal. O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração acusou o parlamentar de quebra de decoro quando Quintão relatava o Marco Regulatório da Mineração. O argumento é que o deputado não poderia ser o relator do Marco Regulatório da Mineração na comissão especial da Câmara, pois teve parte de sua campanha financiada por mineradoras. Ele também tentou beneficiar um shopping com verba do BNDES.

Givaldo Carimbão (PHS – AL) – É pai do deputado estadual Givaldo Carimbão Junior. Recentemente, em reunião pública da Comissão de Justiça da Câmara, ofendeu a mãe do ministro da cultura Sérgio Sá Leitão. Também é acusado de receber R$ 350 mil de empreiteiras que financiaram a sua campanha pra deputado federal em 2014. Embora use nome social, é contra esse direito para a população trans e é acusado de receber dinheiro da Odebrecht.

Mauro Pereira (PMDB – RS) – Seu mandato de deputado federal é o de suplente, pois dois colegas de bancada assumiram secretarias de estado no Rio Grande do Sul. Integrou a tropa de choque do ex deputado Eduardo Cunha. Integra a Bancada Ruralista, foi o autor do Projeto de Lei que deixou a fiscalização e licenciamento de empreendimentos rurais sob responsabilidade dos estados, ou seja, enquanto a União “lava as mãos” sobre fiscalização ambiental, os estados podem ser flexíveis até demais.

Alan Rick (DEM – AC) – Jornalista, apresentador e pastor evangélico. Em 2015, envolveu-se em uma polêmica devido ao pagamento, no mês de fevereiro daquele ano, de R$4.000,00 para uma empresa para o “acompanhamento diário de publicações no Facebook e blogs a fim de verificar a existência, ou não, de matérias ofensivas à honra do deputado, para tomar medidas judiciais cabíveis”. A denúncia provocou um acalorado debate nas redes sociais sobre a utilização da cota para exercício da atividade parlamentar, a verba disponibilizada aos parlamentares para o exercício do mandato. Internautas acusaram Miranda de usar dinheiro público para restringir a liberdade de expressão através de ações judiciais para impedir críticas à sua atuação na Câmara dos Deputados. A polêmica foi maior quando descobriu-se que a empresa contratada aparecia no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com data de abertura da firma em fevereiro, o mesmo mês em que a Câmara fez o pagamento dos serviços prestados.[4]

Sóstenes Cavalcante (DEM – RJ) – Ligado ao Pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo,  Cavalcante chegou a criticar psícólogos e propôs a criação de uma “bolsa ex-gay”. Cavalcante também atua contra pleitos da comunidade LGBT, chegando a processar organizadores da Parada da Diversidade.

Jorge Tadeu Mudalen (DEM – SP) – Está em seu sétimo mandato como deputado federal. É engenheiro de formação e antes de ser deputado federal foi secretário de estado. Em seu passado, ele enfrentou acusações de enfrentar a CPI do Orçamento, em que os parlamentares indiciados eram chamados “deputados anões”. Também é campeão de viagens ao exterior com dinheiro público.

Marcos Soares (DEM – RJ) – Advogado e político, está em seu primeiro mandato como deputado federal. É filho do Missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus e irmão do deputado estadual Felipe Soares. É acusado de beneficiar o próprio paiao apresentar um projeto de lei que transforma a TVA (TV por assinatura pertencente ao pai missionário) em canal aberto de TV. Também é acusado de abuso de poder econômico ao usar os templos da Igreja Internacional para fazer campanha política.

Pastor Eurico (PHS – PE) – Ligado à Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Eurico reapresentou projeto de lei que impõe a “Cura Gay”ofendeu a apresentadora Xuxa Meneghel por conta de sua participação no filme “Amor Estranho Amor” e tentou derrubar a norma do Conselho Federal de Psicologia de que a homossexualidade não é doença.

Antônio Jacome (PODE – RN) – Teólogo e ex-pastor da Assembleia de Deus, foi acusado de adultério e da prática de aborto. Ainda de acordo com matéria do Blog do Robson Pires, “Sob a acusação de praticar adultério e de provocar um aborto, deputado estadual mais votado do RN nas últimas eleições graças ao recebimento em peso do voto da comunidade evangélica, está também proibido de usar o púlpito da igreja”.

João Campos (DEM – GO) Pastor da Assembleia de Deus, preside a Bancada Evangélica. Criou a proposta de emenda constitucional, que prevê a inclusão de entidades religiosas de âmbito nacional na lista de instituições que podem propor ação direta de inconstitucionalidade ou ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal. João Campos é acusado por uma ex-funcionária de ficar com parte dos salários dela entre 2004 e 2008.

Também é o autor da emenda constitucional que pretende efetivar sem concurso milhares de pessoas indicadas para responder por cartórios por meio de compadrios. Campos também criou o Projeto de Decreto Legislativo que tira a restrição de psicólogos a debates e tratamentos relacionados à homossexualidade. Gerou grande polêmica e foi comumente chamado de “cura gay“‘.

Paulo Freire (PR – SP) – Filiado ao Partido da República(PR) e ligado a Assembleia de Deus,[2][1] filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa. Freire foi eleito para seu segundo mandato como deputado federal por São Paulo nas eleições estaduais de 2014. É investigado por envolvimento em esquema de corrupção da “Máfia do Asfalto”. Também foi citado em delação da JBS

Jefferson Campos (PSD – SP) – Vice presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, é advogado e está em seu terceiro mandato como deputado federal. Em 2007, Jefferson foi acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público de São Paulo. A ação corre na 1ª Vara Federal de Santos.[1] Em 2006 teve seu nome envolvido no Escândalo dos Sanguessugas, sendo acusado de receber propina dos Vedoin.[2][3][4] Foi liberado pela CPI junto com outros 18 parlamentes, por falta de provas,[1] mas ainda está sendo julgado no Tribunal Regional Federal pelos crimes de fraude em licitações, corrupção passiva e formação de quadrilha.[5]

Joaquim Passarinho (PSD – PA) – Sobrinho do ex-ministro, ex-governador e ex-senador Jarbas Passarinho. Acusado de desvios de verbas, fora exonerado da Secretaria de Obras do Estado do Pará, em 2014. Na Assembleia Legislativa do Pará, foi o autor da lei que… Determinava o fornecimento de fio-dental nos restaurantes do estado.

Eros Biondini (PROS-MG) – Cantor, médico veterinário e apresentador de TV, está no segundo mandato de deputado federal. Católico, Eros é integrante da Renovação Carismática Católica e fundador da Missão Mundo Novo. É idealizador do “Cristo é o Show”, maior evento musical católico do país.[2] e do programa Mais Brasil da TV Canção Nova, que apresentou durante três anos.[1]Ex-secretário do governo Anastasia, pego em escândalo de notas frias para justificar gastos públicos.

Flavinho (PSB- SP) – Também ligado à Igreja Católica, é da Comunidade Canção Nova, entidade da qual foi missionário por 27 anos. É relator do Projeto Escola Sem Partido na Câmara. Seu principal doador de campanha foi investigado pela Polícia Federal por suposto enriquecimento ilícito.

Evandro Gussi (PV-SP) Está em seu primeiro mandato como deputado federal e é advogado de formação. Teve suas contas de campanha rejeitadas pelo TRE de São Paulo. Também é antiabortista. Propôs projeto de lei que classifica como crime a indução, instigação ou auxílio à prática do aborto. O projeto estabelece penas para quem prestar informações sobre a prática do aborto, e dá a liberdade para que profissionais da saúde se recusem a realizar o procedimento caso ele vá de encontro às suas convicções, ainda que esteja dentro dos casos previstos em lei.

Diego Garcia (PHS – PR) – Está em seu primeiro mandato como deputado federal, e é católico ligado à Renovação Carismática. É acusado de ser beneficiado em um esquemade vendas de carteiras de motorista. Relatou o projeto do Estatuto da Família e reafirmou que família é formada por homem e mulher.

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