Sonho de Doria poderá ir por água abaixo

O PODEMOS e vários outros partidos juntos poderão tirar o Palácio dos Bandeirantes dos sonhos do atual prefeito de São Paulo, enquanto Márcio França poderá subir nas pesquisas inclusive por ter ao seu lado Mário Covas Jr. e partidos ligados à entendidas religiosas

”O PODEMOS  anuncia, nesta terça-feira (3), às 12 horas, na Avenida Paulista, 2.200, no Auditório Assis Chateaubriand, sua adesão ao projeto do PSB para o Governo do Estado de São Paulo em 2018 e apoio à pré-candidatura do vice-governador Márcio França.

O PSB já conta com o apoio do Partido da República (PR); Solidariedade (SD); Partido Republicano da Ordem Social  (PROS); Partido Social Cristão (PSC); Partido Pátria Livre (PPL),  Avante, Partido Popular Socialista (PPS), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido Verde (PV),  Partido Republicano Progressista (PRP) e agora o Podemos , somando mais de 20 minutos de tempo de TV e Rádio para as eleições deste ano.

Novas adesões serão anunciadas em breve.

No encontro desta terça-feira estará presente Mário Covas Neto, que se filiará ao Podemos e fará parte do projeto de Márcio França e de todos estes partidos para o Governo do Estado de São Paulo”

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Denúncia leva prefeito do Podemos para a cadeia

Primeiro escândalo, que se tem conhecimento, do Podemos (ex PTN), partido do prefeito de Dracena “rola” nas redes sociais e choca eleitores de todo o país
“O prefeito de Bayeux, na grande João Pessoa (PB), Berg Lima (Podemos), foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (5) sob a acusação de extorquir um empresário; a ação foi gravada e, segundo denúncia do próprio empresário, Berg exigia dinheiro das firmas que prestavam serviço à Prefeitura; trata-se do primeiro escândalo do Podemos, novo nome do PTN; o partido plagiou o nome do Podemos original, uma legenda popular e de esquerda da Espanha”… Veja a matéria completa clicando aqui >>>

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Partido do atual prefeito de Dracena mostra claramente não ter ideologia política e falta de imaginação na adoção da nova nomenclatura

Veja Matéria do DN

“Nasceu o Podemos brasileiro. Agora segue-se a Geringonça

Partidos reorganizam-se a pensar em 2018. E há novas teorias e terminologias baseadas nos modelos espanhol e português

Chama-se Podemos mas não é espanhol, é brasileiro. Será lançado hoje em Brasília mas não se trata do nascimento de um novo partido, apenas de um renascimento. Usa o nome de uma força da esquerda mas identifica-se com causas caras à direita, eventualmente ao centro-direita. No meio de uma crise que pode derrubar o segundo presidente da República em dois anos, a política do Brasil reorganiza-se, através de nomenclaturas e ideias à europeia, tendo em conta as eleições de 2018. Porque além do Podemos, há quem fale na Geringonça.

O Podemos é o novo nome do Partido Trabalhista Nacional (PTN), onde militava Jânio Quadros, eleito presidente do Brasil em 1960. Nos últimos anos, fez parte da coligação que elegeu Dilma Rousseff, do PT, em 2010 mas já apoiou Aécio Neves, do PSDB, em 2014. Aliado do governo de Michel Temer (PMDB), foi o primeiro a sair após as delações do empresário Joesley Batista envolvendo o presidente. O novo nome surgiu após pesquisas de opinião e inspira-se mais no bordão de campanha de Barack Obama “Yes We Can” [Sim, Nós Podemos] do Partido Democrata dos EUA do que no Podemos ibérico de Pablo Iglesias.

Nas vésperas da cerimónia de “batismo”, o Podemos obteve duas importantes adesões – a de Álvaro Dias, senador ex-Verdes e ex-PSDB, ao que tudo indica candidato à presidência da República em 2018, e do também senador Romário (ver caixa ao lado), de saída do PSB e concorrente ao cargo de governador do Rio de Janeiro nas mesmas eleições. Um e outro votaram a favor do impeachment de Dilma, no ano passado.

Com estes reforços, o Podemos, que enquanto PTN só contava com 13 deputados, passa a ter representação no Senado, como se congratulou ao DN a presidente do partido Renata Abreu. “Foi um trabalho de dois anos para convencer políticos limpos (políticos limpos?) de que não se trata só de uma mudança de nome mas de um projeto sólido, não nos baseamos no Podemos espanhol em termos ideológicos mas identificamo-nos sim com ele, e com outros, na forma de comunicação direta com as pessoas, hoje não há direita, esquerda, centro, há causas debatidas a cada instante nas redes sociais”.

Se o Podemos brasileiro não tem ideologicamente a ver com o homónimo espanhol, está em embrião uma nova frente partidária próxima da experiência no país vizinho. Composta por integrantes do PSOL, força mais à esquerda do Congresso, do PT e de movimentos sociais variados procura encontrar soluções, com ou sem Lula como candidato em 2018.

Mas um dos mais destacados quadros do PT nos encontros, Tarso Genro (ver caixa) não vê como objetivo das reuniões criar um novo partido, inspirado no Podemos espanhol. “Acho que a nossa analogia é mais com o que ocorre em Portugal”, afirmou, referindo-se à Geringonça. Ao DN, o antigo ministro disse que “a comparação com Portugal é adequada para um país como o Brasil, porque o caminho escolhido pelos partidos do campo da esquerda em Portugal foi o da “concertação” pontual, para reverter, a partir de passos conscientes e moderados, a destruição do Estado Social exigida pela troika, sem desestabilizar a relação com a União Europeia”.

“Isso tem dois significados para países que são reféns dos devedores, como o Brasil: recupera a densidade da política, como busca de alternativas ao reformismo “liberal-rentista”, com saídas originárias da soberania popular, e bloqueia a anulação do Estado Social, sem retirar o país das relações com a comunidade global, sem as quais iria para o isolamento”.”

Postado originalmente no DN/Portugal em 01/07/17– Título, subtítulo e destaques: Amorim Sangue Novo