Deputada reclama da condução de Evandro Gussi, no que se refere à PEC 181

Deputada Érika Kokay disse que a discussão era uma “fraude” e reclamou da maneira como o presidente da comissão, deputado Evandro Gussi (PV-SP), conduzia a reunião.

“Comissão da ‘PEC do aborto’ adia novamente votação dos destaques

Parecer final de projeto ainda não foi analisado; sessão será retomada na quarta

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 181, conhecida como PEC do aborto, adiou novamente a votação dos destaques —modificações em trechos da proposta, e com isso a conclusão da votação do parecer final. A reunião marcada para esta terça-feira estava prevista para começar às 14h30, mas a sessão só foi aberta às 17h30. Em menos de uma hora, a sessão foi suspensa por conta da ordem do dia no plenário da Casa, que obriga o fim dos trabalhos nas comissões. Uma nova reunião foi marcada para esta quarta-feira, às 11h.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 181) tem causado polêmica pois abre brechas para uma proibição total do aborto no Brasil, até mesmo nos casos atualmente permitidos por lei, como anencefalia do feto, risco de morte da mãe e estupro. A sessão desta terça-feira foi acompanhada por manifestantes contrários e favoráveis à PEC, que seguravam faixas e cartazes.

O debate se resumiu à discussão sobre a forma como seriam votados dois requerimentos: um apresentado pela deputada Érika Kokay (PT-DF), contrária à PEC, que pedia que o texto fosse analisado ao final da sessão; e outro, do deputado Diego Garcia (PHS-PR), favorável à Proposta, que pedia que a PEC fosse o primeiro item da pauta.

Houve bate-boca e troca de farpas entre os deputados que são à favor e contra a proposta. A deputada Érika Kokay disse que a discussão era uma “fraude” e reclamou da maneira como o presidente da comissão, deputado Evandro Gussi (PV-SP), conduzia a reunião.

— O que nós estamos vivendo nessa comissão é uma verdadeira fraude. Nós vivemos em um país em que muitas mulheres são estupradas, violentadas e recorrem ao aborto. O absolutismo medieval se sentou nesta cadeira — disse a deputada, se referindo à Gussi.”

Também contrária à PEC, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), completou argumentando que a proibição do aborto atingiria as mulheres mais pobres:

— Eu sou médica de formação, meu compromisso profissional antes de tudo é com a vida. Todos nós sabemos que se as mulheres dos senhores deputados precisar de um aborto, elas irão à clínicas e poderão pagar pelo procedimento. As mulheres pobres não, elas que morrem e vão continuar morrendo com essa proibição — declarou Jandira.O relator da PEC, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), negou que o objetivo seja proibir o aborto nas situações em que já é permitido, mas reconhece que pretendem derrubar uma decisão tomada na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do ano passado. Na análise de um caso específico a Turma abriu precedente para a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gravidez.

Ao final da sessão, o clima esquentou quando o deputado Pastor Eurico (PHS-PE) disse, ironicamente, que estava “sendo estuprado” no seu direito de defender sua opinião. As deputadas contrárias à PEC pediram que o deputado se calasse e não fizesse piadas com o tema aborto.

Da redação com O Globo – Título e subtítulo: Amorim Sangue Novo

Os 18 vendilhões

Evandro Gussi é citado pelo El País como um dos vendilhões e insinua que eles (os deputados envolvidos) odeiam as mulheres

Como o Congresso brasileiro se tornou o melhor lugar para homens que odeiam as mulheres, especialmente as negras

A imagem de um grupo de homens rindo, batendo palmas e gritando porque tinham sido malandros o suficiente para fazer uma sacanagem com as mulheres(e também com os homens sérios do país) deve ir para a posteridade como um dos momentos mais baixos do Brasil. Há cenas assim, que contam uma história inteira. E esta é uma delas.

O habitual seria que estivessem numa mesa de bar, narrando com riqueza de detalhes alguma “façanha” sexual que envolvesse algum tipo de humilhação de mulheres, mas no Brasil atual é possível fazer isso no Congresso. Não só é possível, como hoje o Congresso é o melhor lugar para um homem fazer sacanagem com as mulheres. E ainda ser pago com dinheiro público por isso.

Estes são os 18 que, com seu voto, permitiram a comemoração: Gilberto Nascimento (PSC), Leonardo Quintão (PMDB), Givaldo Carimbão (PHS), Mauro Pereira (PMDB), Alan Rick (DEM), Sóstenes Cavalcante (DEM), Jorge Tadeu Mudalen (DEM), Marcos Soares (DEM), Pastor Eurico (PHS), Antônio Jácome (PODE), João Campos (PRB), Paulo Freire (PR), Jefferson Campos (PSD), Joaquim Passarinho (PSD), Eros Biondini (PROS), Flavinho (PSB), Evandro Gussi (PV) e Diego Garcia (PHS)

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Subtítulo: Amorim Sangue Novo

Jantar oferecido por Temer foi um fracasso

Desolado Temer demonstra cara de maus amigos

Deputado Evandro Gussi pode não ter sido convidado.
O governo convidou quase 400 deputados para o encontro de ontem com Michel Temer no Palácio da Alvorada. O Planalto tentou inflar o número dizendo que 176 pessoas estiveram presentes, mas não divulgou quantos destes eram deputados. A avaliação de  convidados ouvidos pelo Poder360 é de que apareceram de 100 a 130 deputados.

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(Onde cito Biodiesel entenda RenovaBio)