Evandro Gussi poderá ser o relator da denúncia contra Temer

“Vou escolher um deputado, se aceitar será o relator, independente de partido”, declarou. O peemedebista não esconde a “simpatia” por Marcos Rogério (DEM-RO) e Evandro Gussi (PV-SP).

“Na quarta, a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para permitir o envio da denúncia por organização criminosa e obstrução da Justiça contra Temer à Câmara dos Deputados

À espera da chegada da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer à Câmara, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-RJ), deve anunciar na terça-feira (25/9), o indicado para relatar a nova ação. Diferentemente da primeira denúncia, enterrada pelo plenário da Câmara, Pacheco disse que agora não vem sofrendo pressões seja do governo seja da oposição. “Pressão nenhuma. Está bem mais ameno”, comentou o peemedebista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Na quarta, a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para permitir o envio da denúncia por organização criminosa e obstrução da Justiça contra Temer à Câmara dos Deputados. Sete ministros argumentaram que não cabe a análise prévia na Corte sobre a validade das provas do acordo de colaboração da J&F e tampouco aguardar a apuração sobre irregularidades nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, dono e ex-executivo do grupo.

O julgamento no STF deve ser concluído nesta quinta e, depois disso, o ministro relator Edson Fachin deve liberar a denúncia para que a presidência do STF envie a peça à Câmara. A expectativa é que o pedido da PGR chegue à Casa entre a sexta (22/9), e segunda-feira (25/9).

Como na primeira denúncia, Pacheco deve indicar um parlamentar que seja advogado para a relatoria. Pacheco repete o discurso de que escolherá um técnico, com “autoridade para exercer esse papel”.

Segundo fontes, ele já descartou o governista Alceu Moreira (PMDB-RS), o relator do voto derrotado na primeira denúncia, Sérgio Zveiter (PODE-RJ), e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), autor do parecer que defendeu a rejeição da primeira denúncia e se tornou o voto vencedor na CCJ e no plenário. Ainda de acordo com fontes, Pacheco não deve escolher nenhum dos parlamentares que entraram na comissão para votar de acordo com a orientação do governo.

Partidos como PSDB e DEM já pediram para que o relator escolhido não seja membro de suas bancadas, mas o peemedebista sinalizou que pode não atender aos apelos. Os partidos não querem sofrer o desgaste de assumir esse papel. “Vou escolher um deputado, se aceitar será o relator, independente de partido”, declarou. O peemedebista não esconde a “simpatia” por Marcos Rogério (DEM-RO) e Evandro Gussi (PV-SP).

Ao contrário do que ocorreu na chegada da primeira denúncia, desta vez ainda não houve movimento dos partidos para trocar membros na comissão. A última mudança no colegiado foi o retorno de Zveiter para a comissão. O ex-peemedebista precisou mudar de partido para ser novamente indicado para compor a lista de titulares da CCJ.”

Da redação com Ag.Estado

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Sessão solene de homenagem aos Cem Anos de Emancipação Político-Administrativa do Município de Presidente Prudente – SP

Os deputados Evandro Gussi e Izaque Silva, o prefeito Nelson Bugalho, vereador Demerson Dias, Marcelo Costilho Jorge e Rodrigo Arteiro, presidente da OAB local, entre outros, participaram da homenagem ao centenário da cidade de Presidente Prudente na Câmara Federal

“Ata da 234ª (ducentésima trigésima quarta) Sessão da Câmara dos Deputados, Não Deliberativa Solene, vespertina, da 3ª Sessão Legislativa Ordinária, da 55ª Legislatura, em 25 de agosto de 2017. Às 15h05, o Sr. Izaque Silva, no exercício da Presidência, nos termos do § 2º do artigo 18 do Regimento Interno, declarou aberta a sessão e deu por dispensada a leitura da ata da sessão anterior. O Sr. Presidente convidou para compor a Mesa os Srs. Evandro Gussi, Deputado Federal; Nelson Roberto Bugalho, Prefeito Municipal de Presidente Prudente; Sr. Demerson Dias, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Presidente Prudente; Sr. Marcelo Costilho Jorge, Presidente da Comissão do Centenário de Presidente Prudente; e Rodrigo Lemos Arteiro, Presidente da OAB de Presidente Prudente. O Sr. Presidente convidou todos a ouvir o Hino Nacional. Após a exibição do vídeo institucional, o Sr. Presidente proferiu discurso do Sr. Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados. Nos termos do § 2º do artigo 18 do Regimento Interno, assumiu a Presidência o Sr. Evandro Gussi, e concedeu a palavra ao Sr. Izaque Silva, autor do requerimento. Reassumiu a Presidência o Sr. Izaque Silva e concedeu a palavra aos Srs. Evandro Gussi, pelo PV; e Marcelo Costilho Jorge, Rodrigo Lemos Arteiro, Demerson Dias e Nelson Roberto Bugalho, componentes da Mesa. Usaram da palavra pela ordem os Srs. Luis Eduardo Kuhn Minuci, Presidente da União das Entidades de Presidente Prudente e Região – UEPP; Antônio da Cunha Braga, Presidente da Fundação Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente; Wadir Olivetti Junior, Diretor Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo; e Douglas Kato Pauluzi, Vice-Prefeito de Presidente Prudente. O Sr. Presidente registrou a presença de convidados, reiterou as homenagens prestadas, agradeceu a presença de todos e, às 16h46, encerrou a sessão.”

Subtítulo e capa do vídeo editada por Amorim Sangue Novo

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Governistas contam com Evandro Gussi para “livrar a cara” do Temer

”Entre os cotados de Pacheco estão Marcos Rogério (DEM-RO) – que votou a favor da primeira denúncia – e Evandro Gussi (PV-SP) – que votou contra o pedido da PGR. Ambos são de partidos da base governista e têm formação jurídica.”

A base governista dá como certa a apresentação nesta semana da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Na última semana de exercício do mandato de Rodrigo Janot, a aposta é que o procurador insistirá na denúncia “por vingança” e que a nova ação contra Temer tende a ser derrubada pelo plenário com mais facilidade do que na primeira denúncia por corrupção passiva.

A avaliação é do vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), que acredita na fragilização da delação premiada da JBS e na condução do processo por Janot para derrotar mais uma vez o pedido da PGR. “A segunda denúncia vai encerrar esse assunto de denuncismo”, disse. Para o vice-líder, não há como “rasgar” provas, mas elas “eventualmente podem ser anuladas” pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Se apresentada uma segunda denúncia contra Temer, o pedido da PGR terá o mesmo trâmite da primeira ação, com início da apreciação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Desta vez, o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deve enfrentar mais dificuldade para escolher um relator que surpreenda, uma vez que a posição dos parlamentares em relação ao governo já foi conhecida na primeira denúncia.

Pacheco deve insistir no discurso de que o perfil do próximo relator será “técnico e imparcial” e não deve escolher nenhum dos novatos no colegiado que foram indicados para votar a favor de Temer na primeira denúncia. Entre os cotados de Pacheco estão Marcos Rogério (DEM-RO) – que votou a favor da primeira denúncia – e Evandro Gussi (PV-SP) – que votou contra o pedido da PGR. Ambos são de partidos da base governista e têm formação jurídica. Uma nova indicação do deputado fluminense Sérgio Zveiter (ex-PMDB e agora Podemos) é vista como improvável.

A oposição admite nos bastidores que mesmo que Pacheco escolha um relator favorável à nova denúncia, ela tende a ser rejeitada na CCJ. Mansur defende que o relator do voto vencedor seja mais uma vez Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

Segundo Mansur, o presidente Michel Temer segue “sereno” diante dos desdobramentos da delação da JBS. Sobre a prisão do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, Mansur afirmou que “a cadeia é o lugar” para ambos. “Isso para a sociedade é muito importante. Dá a demonstração de que ninguém ficará impune”, declarou.

(Da redação com, Agência Estado)

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