Entenda o mega plano de reorganização das escolas para melhoria do aprendizado

Entenda o mega plano de reorganização das escolas para melhoria do aprendizado 

educaçãoNovos destinos
A Secretaria da Educação avaliou que a reorganização poderá gerar prédios ociosos e a oportunidade de atender àquele que tem se mostrado o principal desafio da educação no País: vagas em creches escolares.

Com o movimento, a educação paulista também poderá ceder aos municípios prédios para abrigarem a demanda de outros instrumentos educacionais, como ETECs e Fatecs.

30 Pontos fortes da reorganização
1 – Escolas passam a funcionar com menos segmentos. Rendimento 10% superior frente ao modelo com mais segmentos;

2 – Diminuição de conflitos entre alunos de idades diferentes;

3 – Maior foco na matriz curricular do segmento de ensino da unidade;

4 – Foco adequado na faixa etária dos estudantes;

5 – Maior fixação dos professores nas escolas;

6 – Melhor qualidade de vida para os professores com menos deslocamento entre escolas;

7 – Possibilidade de professores ampliarem suas jornadas em uma mesma escola e garantirem maior quantidade de aulas;

8 – Gastos mais eficientes, com foco na melhoria do ensino;

9 – Disponibilização de prédios de escolas ruins “para seu filho estudar em uma escola melhor”;

10 – Menos escolas modelo Nakamura;

11 – Otimização de espaços ociosos;
12 – Melhor ambiente escolar – novo modelo de escola mais propício para aprendizagem;

13 – Comunidade ganha duas vezes: com uma escola melhor e um equipamento público para atender suas necessidades;

14 – Eficiência de Gestão: mais dinheiro para ações prioritárias da educação;

15 – Número maior de professores efetivos nas escolas: desempenho 20% superior;

16 – Menor número de professores temporários;

17 – Maior número de diretores concursados nas escolas;

18 – Diretores designados retornam para sala de aula – mais professores atuando;

19 – Escolas adaptadas à nova realidade demográfica do País. Em comparação a 1998, a rede conta com 2milhões de matrículas a menos;

20 – Gestão facilitada das escolas de segmento único (“escolas puro sangue”);

21 – Deslocamento mínimo dos alunos. Em geral, dentro do mesmo bairro, dentro de um raio de 1,5 km;

22 – Disponibilização de prédios escolares com baixo desempenho educacional;

23 – Reorganização possibilita mais facilidade para alcance de metas do Plano Estadual de Educação (metas: 1,6,11,18,21 e 22);

24 – Coragem do governo paulista no enfrentamento de desafios da maior rede de ensino do país;

25 – São Paulo na vanguarda da mudança. Paradigma para as demais redes de ensino;

26 – Professores com possibilidade de aumentar salários com jornadas maiores;

27 – Alunos e famílias ganham com a convivência mais aproximada com professores;

28 – Reorganização gera visão mais clara da rede e possibilita nova chamada de professores concursados;

29 – São Paulo como exemplo de maior gestão de recursos em tempos de crise econômica social.

30- Municípios ganham com novos prédios para criação de creches e ampliação de vagas na educação infantil, demanda crônica do país;

Comentário:
Nos últimos anos acompanhamos grandes movimentos na rede estadual de educação. Alguns deles se tornaram marcos. Não se deram, como bem sabemos, da noite para o dia. Qualquer ação que almeje sucesso em educação requer planejamento, tempo, adaptação e esforço. Principalmente na maior rede do País. A escola pública, que era para poucos, passou a incluir. E a inclusão nos impôs novos desafios, principalmente no que tange a qualidade. Como administrar um público tão diversificado e heterogêneo sob a ótica da gestão pública, dos processos, da grandiosidade da rede e de suas ramificações em 645 municípios? Equidade, igualdade, inclusão. Colocamos nossos alunos na escola. Ato contínuo, São Paulo criou um currículo oficial, norteador das ações pedagógicas, e implantou diretrizes. Sabemos bem onde queremos chegar.

Mas o tempo passou e nossos alunos mudaram. Continuamos entregando uma escola velha para um novo estudante. O desafio não é privilégio nosso. A Finlândia também discute como fazer com que o jovem tenha a sala de aula como aliada e que a criança a tenha como instrumento de motivação para o exercício de aprender.

Nosso aluno mudou e a nossa sociedade se movimentou. Hoje temos uma nova pirâmide demográfica e, portanto, uma nova realidade social a administrar. Dados da Fundação Seade indicam que a população de 6 a 17 anos vem diminuindo a uma taxa média de 0,8% ao ano desde 2000. Processo que se acelerou e desde 2008 a queda tem sido de 1,3% ao ano. Como resultado, a rede estadual paulista conta com 1,8 milhão de alunos a menos.

O momento é propício para mudanças e exige celeridade. Readequar a rede a essa nova realidade nos permitirá não apenas a entrega de escolas mais adequadas à nova geração e que privilegiem a aprendizagem, mas será um importante passo no sentido da construção de um modelo de escola que nos permita ter no nosso aluno o protagonista deste processo.

Por isso, a Secretaria de Educação do Estado prepara para 2016 um processo ousado de reorganização na maior rede de ensino da América Latina. Um novo modelo de escola que se adeque à queda da taxa de natalidade e à redução expressiva da população em idade escolar.

A reorganização prevê a segmentação das escolas por ciclo de ensino. As escolas com três segmentos – Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio – entregam uma qualidade de educação 10% inferior às escolas com apenas um segmento. Pesquisa INEP (2015) mostra que mais segmentos em uma escola aumentam a complexidade de gestão o que está relacionado a pior desempenho.

Por isso, crianças de 6 ou 7 anos serão separadas de adolescentes de 15, 16 e 17 anos, para que ambas faixas etárias recebam ambientes e ferramentas focadas em suas necessidades. Estimativas prévias da Secretaria de Educação do Estado apontam que é possível crescer em 30% o número de escolas com um só ciclo de ensino (do 1º ao 5º ano, do 6º ao 9º ano ou médio). Em muitas outras unidades haverá uma organização para que fiquem os dois ciclos do fundamental.

As ações trarão como resultado a otimização dos espaços ociosos, a redução nos conflitos entre alunos de idades diferentes e gastos mais eficientes em meio a uma séria crise econômica nacional. A iniciativa visa também ter uma maior fixação de professores nas escolas. Com mais docentes efetivos, haverá melhoria na qualidade de vida deles – com menos deslocamento entre escolas. Ganha também o aluno, que terá uma maior convivência com os professores e estarão mais engajados na escola.

O objetivo é que haja um deslocamento mínimo dos alunos. Em geral, dentro de um raio de 1,5 km (a recomendação do MEC é que alunos não se desloquem mais do que 3km para transporte). Menor movimentação possível de professores nessa readequação.

Da redação com assessoria do deputado Bragato