Papo reto e afiado – 18/02/17

Alckmin pode trocar o PSDB de Amorim pelo PSB de Valadares

Cardeais do PSB aceitam Alckmin se houver problema no PSDB

Na política de Sergipe e do Brasil, ganhou corpo nos últimos dias a especulação de que o governador São Paulo, Geraldo Alckmin, poderá trocar o PSDB pelo PSB para fugir do embate com Aécio Neves ou José Serra e viabilizar, assim, a sua candidatura a presidente da República no ano que vem.

Nada além de especulação, mas já encontra bom acolhimento nos cardeais do PSB de Sergipe, todos perfilados ao peso e à importância de Alckmin em sua expertise de gestão. Ele está no terceiro mandato de governador.

Mas já foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal, vice- governador. Em 2006, disputou a eleição de presidente da República e perdeu para um Lula em reeleição.
O senador Antônio Carlos Valadares diz que a Geraldo Alckmin o PSB “seria o caminho natural caso o PSDB se incline por outro nome que não o dele”. Mas pondera. “Pelo que sei, Alckmin quer ser candidato a presidente pelo PSDB”, diz.

“Mas se o apoio de seu partido não puder ser concretizado, na certa ele buscará outra alternativa partidária. Hoje Alckmin se harmoniza muito com o PSB pelo fato de o seu vice, Márcio França, que é do nosso partido, lhe ser uma pessoa da sua maior confiança”, reforça o senador.
O deputado federal Valadares Filho, presidente da Executiva Estadual do PSB, diz que “existe a possibilidade, sim”, de Alckmin vir para o seu partido, “dependendo da situação dele no PSDB”.
“Eu acho muito bom para o PSB o ingresso de um quadro como Alckmin. É um político competente e honrado, e a informação que eu tenho é a de que ele aguardará até o final para ver como o PSDB olhará sua candidatura”, diz Valadares.

O senador Valadares afirma que “tratativas existem” no sentido de recebê-lo no ninho amarelo. “Porém, o PSB aguarda com respeito a posição do governador, que tem todo o direito de avaliar sua melhor alternativa para consolidar a sua candidatura a presidente”, diz o senador.
O deputado estadual Luciano Pimentel considera Geraldo Alckmin “um executivo público bastante avaliado”, já “devidamente aprovado” e admite que ele constitui um tipo que faria bem “a qualquer partido político” que o recebesse.

“Para mim, ele se constitui hoje num dos quadros mais preparados para dirigir o Brasil. E é claro que o PSB ficaria muito contente em tê-lo nos seus quadros, respeitando devidamente seu espaço e seu entendimento junto ao PSDB”, diz o parlamentar do PSB.

Postado por Jozailto Lima no JLPolítica

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Ayrton Senna pode ser o primeiro esportista a ter seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria

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ayrton sennaOuvir o tema da vitória nas manhãs de domingo virou um hábito para os amantes da Fórmula 1 entre 1984 e 1994. Em uma década, Ayrton Senna teve 41 vitórias em grandes prêmios e conquistou os títulos mundiais de 1988, 1990 e 1991. Virou ídolo.

A morte de Senna em primeiro de maio de 1994, durante o GP de San Marino, causou uma comoção nacional pouco vista na história do país.

A proposta (PLS nº 31/2016) foi apresentada pelo senador Eduardo Amorim (PSC-SE) e aguarda pela designação de um relator na Comissão de Educação do Senado. Se aprovado, será encaminhado diretamente para a Câmara dos Deputados.

Saiba quem foi Ayrton Senna clicando aqui >>>

Eduardo Amorim propõe plebiscito sobre redução da maioridade penal

Eduardo Amorim propõe plebiscito sobre redução da maioridade penal
reducao-da-maioridade-penal-4-por-latuffPor Amorim Sangue Novo
Segundo a proposta do parlamentar sergipano, ficará sustada a tramitação de proposição legislativa de qualquer espécie.
Projeto de Decreto Legislativo (PDS 270/2015) de autoria do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) propõe a convocação dos cidadãos brasileiros a serem consultados nas eleições de 2016, via plebiscito, sobre a redução de 18 para 16 anos da maioridade penal para crimes hediondos. Segundo o senador, a pauta é tão polêmica que os 513 deputados e 81 senadores não podem decidir sem ouvir a sociedade. “O debate tende a engrandecer e fortalecer ainda mais a democracia”, disse.
Ao detalhar o projeto Eduardo argumenta que, fala-se em democracia direta quando os cidadãos participam diretamente no processo de tomada de decisões, fazendo leis, administrando e julgando. Se a proposta for aprovada, o eleitor deverá responder sim ou não à seguinte indagação: “No caso de cometimento de crime hediondo, o agente com idade entre 16 e 18 anos deve ser responsabilizado penalmente?”.

Segundo a proposta do parlamentar sergipano, ficará sustada a tramitação de proposição legislativa de qualquer espécie, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, que tenha por objeto a redução da maioridade penal, ainda que aplicável sob condições específicas ou apenas a determinados crimes, até que seja proclamado o resultado da consulta popular.

Reafirmando o seu projeto, Eduardo afirma que dadas as peculiaridades do tema da redução da maioridade penal, é defensável que a vontade do povo seja tornada expressa por um plebiscito. “Não se trata de experiência inédita no mundo, pois o Uruguai, em 27 de outubro de 2014, convocou o plebiscito para que sua população decidisse sobre a redução”, lembrou.

“Poucas vezes consultamos diretamente a população sobre algum tema, poderíamos exercitar muito mais, pois é praticando que vamos fortalecer a nossa jovem democracia. Temos que consultar mais o povo, temos que exercer com concretude a democracia direta”, defendeu Eduardo.

Da redação com Ascom