O mínimo do Temer, a baioneta do Bolsonaro e o cafezinho do Alckmin

Na última quarta (6), o perfil do PSDB publicou uma mensagem (ver abaixo) em que Alckmin desafia Jair Bolsonaro para um debate sobre segurança pública.

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Maior problema do PSDB é recuperar credibilidade para ir às urnas renovado em 2018

Embora recebido como vitória no ninho tucano, o acordo costurado para a sucessão interna no PSDB está distante de resolver o maior problema da legenda, ou seja, como recuperar a credibilidade perdida e ir às urnas renovado? O estancamento da sangria com a escolha de Geraldo Alckmin para comandar o partido pouco efeito prático tem para fora do partido.

É fato que a decisão pode contribuir para a arrumação da casa tucana e criar um terreno estável para o debate que realmente interessa aos eleitores. Mas daí a concluir que o PSDB deu a volta por cima é diferente.

Algumas questões continuam no ar. O desgaste que o senador Aécio Neves, flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, submeteu ao partido foi superado? É preciso destacar que Aécio nunca foi repreendido pela legenda e somente está deixando a presidência após um acordão tucano. A parceria dos tucanos com o governo do presidente Michel Temer, outro fator de grande desgaste para a sigla, vai continuar e sob que argumento? A julgar pelas declarações das últimas semanas, não se deve esperar nenhum rompimento drástico com o PMDB.

Por tudo isso, ainda é dúvida se ficará de pé o discurso ético que parte do PSDB deseja construir para a próxima campanha presidencial como vacina aos desgastes recentes. Principal nome do partido à Presidência da República, Geraldo Alckmin dá sinais de já ter jogado a toalha na tarefa de resgatar a credibilidade no partido.

“Ninguém vai votar em partidos. Vão votar nas pessoas”, afirma o tucano quando perguntado sobre como seria a competitividade de uma candidatura do partido diante da crise que o assola.

Da redação com O Globo

Alckmin diz que quer ser o presidente do povo brasileiro

Em entrevista para a RB o governador de São Paulo afirmou que quer ser o presidente do povo brasileiro e que o Brasil é um país profundamente injusto da maneira como arrecada os tributos e os devolve à sociedade.