Papo reto e afiado – 28/02/17

Relator do Acórdão Condenatório reconheceu que não houve dolo na conduta de Mauro Bragato quando foi prefeito de Presidente Prudente e que também não houve benefício de ordem pessoal

Na foto ilustrativa, Bragato, Dimas e o poeta Paulo Bomfim chefe de gabinete da Presidência, em 18/02/16

“A jornalista Mônica Bergamo revelou em sua coluna, na Folha de São Paulo do dia 14 de janeiro de 2017 (veja), que o desembargador Dimas Borelli Thomaz, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ganha R$ 92 mil por mês, ou seja “possui ganhos acima do teto constitucional de R$ 33.7 mil.

Foi ele o relator do Acórdão Condenatório que afastou o deputado Mauro Bragato de seu mandato na Assembleia Legislativa, bem como suspendeu os direitos políticos do parlamentar por 5 anos. Em seu acórdão, apesar de reconhecer que não houve dolo na conduta de Bragato quando foi prefeito de Presidente Prudente e que também não houve benefício de ordem pessoal, aplicou a pena máxima – de perda de mandato e de direitos políticos – indo inclusive contra o que diz a LIA – Lei de Improbidade Administrativa.

Ainda pontificou no acórdão, que Bragato, enquanto prefeito, deveria ter prestado atenção nos atos da Comissão de Licitações da Prefeitura de Presidente Prudente.

Como se vê, o desembargador se utiliza de dois pesos e duas medidas. Para um funcionário público que deve ganhar mais de R$ 1 milhão por ano, Borelli Thomaz não se mostra “compatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade”. Um primor. Um verdadeiro Marajá do Brasil!

Chibata nas galés e na senzala. Assim é a Cabana do Pai Tomás.”

“O julgamento sobre a moralidade e a razoabilidade dos salários serve apenas para o Legislativo? E o caso do desembargador que vetou o reajuste dos vereadores paulistanos, ganhando R$ 92 mil?” (Blog do PPS – Partido Popular Socialista)

“Chego tarde, aos 56 anos, mas ainda com ímpeto de muito fazer pela Justiça de nosso país. Eis o momento para refletirmos sobre essa longa caminhada, que já dura mais de 25 anos, quando ingressei na magistratura” (desembargador Dimas Borelli Thomaz Júnior quando de sua posse em 2009)

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