Léo Pinheiro diz que Lula era o dono do tríplex do Guarujá???

Apesar das afirmações da Veja, Globo e outras mídias, vejam no vídeo que, em momento algum, há a citação sobre o Lula ser, de fato, o proprietário do Tríplex do Guarujá, mas cita Léo Pinheiro: “aqui tem uma unidade que pertence à família do ex-presidente, declarada no termo de adesão”. Vejam também que o Léo Pinheiro é induzido a dar as respostas que interessam ao interlocutor, o qual também citou: “…alguma relação da família do ex-presidente com os imóveis”.
Com relação ao João Vaccari Neto o Léo Pinheiro cita claramente: “ele me falou que tinha um imóvel no Guarujá” mas não cita especificamente ser o tríplex

Abaixo: Matéria da Veja
O tríplex era do Lula, diz Léo Pinheiro a Moro
Empreiteiro também afirmou que os valores usados na reforma do apartamento no Guarujá provinham de propina de obras da Petrobras

O ex-presidente da OAS José Aldemario Pinheiro, o Léo Pinheiro, afirmou nesta quinta-feira ao juiz Sergio Moro que o tríplex 164 do edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo, pertencia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop [cooperativa habitacional dos bancários]. Já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família. Que eu não comercializasse”, afirmou o empreiteiro após ser perguntado pelo advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, se ele “entendia” que a OAS havia repassado a propriedade ao ex-presidente.
No depoimento, que foi dividido em seis vídeos, o empreiteiro ainda afirmou que o dinheiro gasto para bancar as reformas no tríplex provinha de propinas de contratos da Petrobras.”A OAS não teve prejuízo na reforma porque foi paga através da Rnest (refinaria Abreu e Lima, da Petrobras), do encontro de contas dela e de outras obras. Isso é muito claro”, afirmou. Mais adiante, ele confirmou que usou “valor de pagamento de propina” nas obras. Desde que a informação veio à tona, a defesa de Lula nega que ele seja proprietário do apartamento.
Durante o mesmo interrogatório, Pinheiro revelou ao juiz que foi orientado pessoalmente por Lula a destruir provas que pudessem incrimina-lo. Segundo ele, a destruição de evidências foi discutida com o petista em um encontro em junho. “O presidente (Lula) me fez a seguinte pergunta: ‘Léo — notei que ele estava até um pouco irritado —, você fez algum pagamento a João Vaccari (ex-tesoureiro do PT) no exterior’. Não, presidente. Eu nunca fiz pagamento a essas contas no exterior. ‘Como é que o senhor está procedendo os pagamentos para o PT?’ Através de João Vaccari, de orientação de caixa dois, doações diversas a diretórios, e tal.’ Você tem algum registro de encontro de contas, de alguma coisa que tenha feita com João Vacari. Se tiver, destrua’, relatou o empreiteiro, reproduzindo a conversa que supostamente teve com o petista. Após a fala, os advogados de Lula ficaram por alguns minutos em silêncio.
Léo Pinheiro é réu por corrupção e lavagem de dinheiro junto com o ex-presidente na ação penal que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e está na fase de oitiva dos acusados. O interrogatório de Lula está marcado para o dia 3 de maio.
As declarações do empreiteiro foram dadas num momento em que ele negocia um acordo de colaboração premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pelo próprio Ministério Público no início da audiência.
Em nota, a assessoria de Lula afirmou que a afirmação de Pinheiro é “desprovida de provas e faz ilações sobre supostos acontecimentos de três anos atrás que jamais ocorreram”. “Ela foi feita por alguém que busca benefícios penais”, diz o texto.

Título e subtítulo: Amorim Sangue Novo

Leia também:
Requião: “delação premiada é surrealismo“ >>>
Há 11 meses, Léo Pinheiro inocentou Lula e MP não aceitou delação >>>
Procuradores escolhem a delação que convém à Lava Jato, diz Polícia Federal >>>
Sérgio Mamberti: Por que perseguem Lula? >>>

PEC de reforma da Previdência recebe 130 emendas válidas para serem analisadas

A PEC 287/16 altera critérios para aposentadoria em relação à idade e ao tempo de contribuição, além de modificar a forma de cálculo dos benefícios, entre outros pontos

Terminou nesta sexta-feira (17), às 18h30, o prazo para apresentação de emendas ao texto da reforma da Previdência (PEC 287/16). O prazo havia sido prorrogado na quarta-feira pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

No total, foram apresentadas 164 emendas, das quais 34 não conseguiram o número regimental suficiente de assinaturas para continuarem tramitando, o que deixa um total de 130 de emendas válidas para serem analisadas pelos deputados integrantes da Comissão Especial da Reforma da Previdência.

Para fazer emendas à reforma, cada deputado tem que reunir 171 assinaturas, que são conferidas pela comissão especial. Se uma emenda não passar na comissão, ainda pode ser analisada na votação do Plenário.

A maior parte das emendas está relacionada a pontos específicos como benefícios assistenciais, professores, trabalhadores rurais, policiais, servidores públicos e mulheres.

Há ainda emendas amplas que buscam mexer ao mesmo tempo em vários pontos, apresentando na prática um texto alternativo ao proposto pelo governo.

Proposta
A PEC altera critérios para aposentadoria em relação à idade e ao tempo de contribuição, além de modificar a forma de cálculo dos benefícios, entre outros pontos. É sugerida uma regra de transição aplicada a homens e mulheres que, na data de promulgação da nova emenda, tiverem, respectivamente, mais de 50 anos e e mais de 45 anos.

De acordo com a proposta, a nova regra para a aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passará a exigir idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição. No caso dos servidores públicos, as mudanças eliminam regras de transição aprovadas anteriormente, também por meio de emendas constitucionais, em 1998, 2003 e 2005.

Faça sugestões a esta proposta. Abra uma conta no Wikilegis


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

 ‘Agência Câmara Notícias’