Temer libera emendas e deputados vão “deitar e rolar” com ajuda de algumas mídias

Liberação de verbas pelo governo federal, através de emendas de deputados, pode fazer com que muitos deles sejam reeleitos por seus “falsos discursos” junto às mídias, atraindo assim, eleitores “desprevenidos” e/ou mal informados.

OBS.: Onde cito 606 milhões, entenda 606 mil reais

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“Problema político no Brasil é do político e do cidadão, diz professor

Diante da profunda crise política vivida pelo Brasil, o diagnóstico quase geral tem sido um só: o sistema político está falido e faz-se necessária uma reforma de amplo impacto. O professor Nelson Juliano Matos, no entanto, vai na contracorrente e acha que o problema está mais no uso do que propriamente nas regras políticas e eleitorais.

Nelson, que é doutor e titular do curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI), concedeu entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. E, fazendo uma lúcida reflexão sobre a situação do país, não se refugiou no conforto de simplesmente jogar a culpa nos políticos. Ele também atribui importante dose de responsabilidade ao cidadão que escolhe os representantes que temos.

Nelson lembrou que nossa legislação oferece ao cidadão a possibilidade de trocar seus representantes a cada dois anos – um poder que não tem sido usado. Fez uma reflexão na qual comparou a realidade brasileira com outros sistemas, inclusive parlamentaristas como a Espanha, país que ficou quase um ano sem governo. E destacou a boa experiência do Uruguai, onde um ministro-chefe reparte atribuições com o presidente.

Indagado se, caso fosse congressista, mudaria ou não o atual sistema, afirmou que proporia mudanças pontuais, que podem ter efeito mais consistente que grandes mudanças, como a troca de sistema de governo. Entre as modificações que sugere no sentido de melhorar a Democracia brasileira, cita o acesso ao fundo partidário conforme o resultado das eleições e a restrição desse mesmo fundo aos partidos com representação.

Nelson Juliano também sai do lugar comum ao ser questionado sobre a fragmentação partidária. Entende que o problema da Democracia brasileira não é do sistema de partidos em si, mas do uso que se faz dos partidos.

Como professor universitário, foi indagado se a academia está pensando como deveria a situação do país. Disse que não, numa referência a à Univerdiade brasileira em geral. E acrescentou que, mesmo quando a discussão sobre o país acontece no seio universitário, não costuma ser acompnhada da ressonância devida dentro da sociedade. Para ele, a academia tem que ressoar fora dos seus muros.

Para ouvir a integra da entrevista de Nelson Juliano Matos, acesse o arquivo abaixo.
https://soundcloud.com/cidadeverde/prof-nelson-juliano-acorda-piaui-19-07-2017

Fenelon nasceu em União (Piauí), fez comunicação na UFC, mestrado na UFRJ e doutorado em Salamanca (Espanha), com uma tese sobre campanhas eleitorais que recebeu a nota máxima. É professor da UFPI, e publicou livro sobre comunicação e também sobre mulheres que marcaram época na história do Piauí. Pode ser chamado de unionense, botafoguense, professor, cientista político. Mas costuma ser tratado pelo que mais o identifica: Jornalista.