Papo reto e afiado – 20/02/17

“Sinto vergonha de mim” II

Causa-me repulsa o desrespeito de grande parte dos políticos diante de suas responsabilidades junto às suas cidades, aos seus estados, ao seu país, além dos compromissos assumidos com seus leitores e para com a nação.

São diversos os agentes que deveriam nos representar de forma séria, mas que vemos extrapolando em seus direitos e prerrogativas, chegando até a rir-se e fazer chacota de forma direta ou indireta, daqueles que têm o poder para julgar os seus atos, mas que, pelo fato da leis serem frágeis, se sentirem com as de mãos atadas diante de alguns fatos que deveriam sofrer sanções fortes e duras, até para servir como exemplo e também vir de encontro aos anseios da sociedade.

Ainda esta semana, cinco dias após um político ser interpelado diante de um representante da justiça, o flagrei em sua cidadezinha, descendo do alto do seu cavalo alado, digo carro branco, estacionado de forma irregular, aos risos e cumprimentos afetuosos por parte de alguns moradores os quais, muitos deles não sabedores dos seus desplantes, posto que muitos outros colegas ou não, os “blindam” além de outros que apoiam suas atitudes ilegais mostradas por parte do jornalismo da região, em redes sociais, como também e em rede nacional, através da televisão.

Isto se dá posto que eles, os políticos, se sentem com a certeza de sua provável impunidade e, nesta hora lembro-me do Águia de Haia, ao citar:
“Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser”

Este texto foi escrito por Amorim Sangue Novo em sua página no Facekook em 11/02/16

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