Papo reto e afiado – 03/02/17

“Tudo como dantes no quartel de Abrantes” ou seja: os “ratos” e os porões são os mesmos.

Muitos outros provérbios poderiam ser adotados no caso da “renovação” dos presidentes do Senado e Câmara Federal, mas eu prefiro lembrar o qual expressa claramente que  “os cães não querem largar o osso”. Digo isto pois como vimos que, no Senado saiu o investigado Renan Calheiros/PMDB, o qual foi substituído por Eunício Oliveira/PMDB, ex-auxiliar de fábrica e hoje grande empresário e produtor rural, que já foi citado várias vezes em delações e, assim como o Renan, é aliado ao presidente Temer cujo nome aparece 43 vezes no documento do acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho,foi citado em delação da Odebrecht em propinas da Transpetro.
Já na Câmara, continua o também aliado ao Temer, Rodrigo Maia do DEM que também foi apontado em delação da Odebrecht, ou seja: os “ratos” e os porões são os mesmos.

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Amorim deixa PSC e vai para o PSDB

O senador deixa o PSC por estratégia para 2018 e sua filiação será discutida em encontro da bancada tucana

O senador Eduardo Amorim (SE) deve trocar o PSC  pelo PSDB. A mudança deixa o PSC com apenas 1 senador, Pedro Chaves (MS). Já os tucanos passarão a ter 12 representantes no Senado.

Nesta 4ª feira (1º.fev), Amorim deve participar de almoço com a bancada do PSDB no gabinete do senador Tasso Jereissati, do Ceará. O seu ingresso no partido será 1 dos assuntos discutidos.

O espaço para disputar as eleições do ano que vem em Sergipe é 1 dos motivos que o levaram a decidir pela saída. Segundo Amorim, “não seria estratégico” estar no mesmo partido do deputado André Moura (PSC-SE), atual líder do governo na Câmara dos Deputados.

Amorim não deixa claro se tentará a reeleição para o Senado ou se disputará o governo estadual.

O senador citou também como razão para sua escolha os nomes do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Amorim disse admirar a trajetória política destes 2 tucanos, a quem chama de “referências”.

O martelo só não foi batido porque o senador conversará com pessoas próximas a ele, que o acompanharam no decorrer de sua trajetória dentro do PSC. O anúncio deve ser feito após estes últimos diálogos.

O PSDB saiu das eleições de 2014 com 10 senadores. Em março de 2016, o senador Ricardo Ferraço (ES) deixou o PMDB para juntar-se à legenda presidida por Aécio Neves.