O protesto mais certo, justo e pacífico que já vi

Manifesto dos movimentos sociais sobre o Dia 13 de Março

Por Amorim Sangue Novo

Fazer protestos pelo aumento de salários, principalmente o professorado é justo. Protestar por melhor desempenho dos governantes é certo e, o mais importante, de modo ordeiro e pacífico, como foi visto nesta sexta (13).

Porém há de se verificar os abusos e desmandos dos governantes, principalmente os congressistas, os quais tentam de todas as maneiras “derrubar” a chefe do executivo, com exigências absurdas ou até visando interesses próprios, principalmente os do PMDB, interessados na queda da presidenta Dilma, devido caso isto aconteça, e não acontecerá, a sucessão estaria assegurada por três vezes, na sequencia ao vice-presidente, presidente da Câmara e presidente do Senado, ambos do PMDB.

Os partidários e simpatizantes do PT e do bom andamento e desenvolvimento do país deram uma lição de civilidade, se portando de forma ordeira e pacifica, enquanto alguns gatos pingados, simpatizantes da oposição e ligados a organização pró-impeachment tentaram, em vão, tirar a seriedade dos manifestantes e da manifestação.

A mídia por sua vez fez questão de dar destaque ao número de participantes, ao invés de mostrar a seriedade e organização. Outras deram destaque aos valores recebidos por alguns manifestantes, como ajuda-alimentação, fato este que foi declarado aos quatro cantos pelos próprios organizadores.

Infelizmente temos uma grande parte da mídia que, em sua imparcialidade, deixa a desejar em suas informações. Já a Agência Brasil cita, veja matéria abaixo, números totalmente distorcidos do órgão de segurança de São Paulo. Vale lembrar que o Datafolha também foi fiel em sua contagem, o que também difere dos da PMSP, porém temos que considerar que a PM é estadual e, consequentemente comandada pelo governador Alckmin, do PSDB, partido este que é o maior opositor da presidenta, aliás, nem diria o partido é maior opositor, mas o presidente nacional do partido, Aécio Neves que, em sua saga de mau perdedor quer ver cair a presidenta Dilma, satisfazendo assim seus desejos de menino mimado, até de forma nada inteligente, sem pensar nas consequencias vindouras.

saopaulo

Protesto pelo Dia Nacional de Luta reúne centenas de pessoas em SP

Centenas de manifestantes participaram, nesta sexta-feira, na frente da sede da Petrobras e também no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, da Petrobras, da Democracia e da Reforma Política. O ato teve início com uma assembleia de professores estaduais no vão livre do Masp e na frente da Petrobras. Mais tarde, manifestantes de ambos os atos se reuniram para caminhar até a Praça da República, no Centro da capital paulista.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 manifestantes estão no Masp e 150 em frente a Petrobras, mas a reportagem da Agência Brasil passou em frente a ambos os lugares por volta das 13h30 e constatou que, apesar da chuva, o número de participantes é superior ao informado pela PM. Os organizadores esperam reunir cerca de 30 mil manifestantes, enquanto a PM estima a participação de três mil pessoas.

Em entrevista em frente à sede da estatal, o presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Onofre Gonçalves disse que o ato desta sexta é contra o pedido de impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff, embora não seja um ato contrário ao protesto marcado para domingo no país.

– Nosso ato não é contra outro ato. Nosso ato é em defesa da soberania nacional e da Petrobras. Quem quiser falar contra isso, faça o ato no domingo”, falou ele. “Se tem alguém querendo um terceiro turno, isso não está escrito na Constituição. A eleição brasileira é em dois turnos. Se alguém está esperando o terceiro deve esperar as próximas eleições – acrescentou.

Segundo Gonçalvez, além da defesa da Petrobrás, o ato reivindica uma reforma política no país, com o fim de financiamento privado de campanhas e a preservação de direitos trabalhistas: “É um ato dos trabalhadores e trabalhadoras em que nós reivindicamos, primeiro, que as Medidas Provisórias (que alteram benefícios trabalhistas) sejam revistas porque mexem em direitos e não queremos que se mexa em nenhum direito dos trabalhadores. Segundo, estamos também defendendo a Petrobras, que é uma das estatais do povo brasileiro, gerando milhões de empregos e não pode ser privatizada e fragilizada a ponto de servir aos interesses internacionais”

Em assembleia, professores filiados ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vão discutir a possibilidade de entrarem em greve. Os professores pedem, principalmente, aumento salarial de 75,33% para equiparação com as demais categorias do ensino superior.

O ato desta sexta-feira foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, Movimento Nacional das Populações de Rua (MNPR), Fora do Eixo MÍDIA Ninja (FDE) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM)

Do Correio do Brasil

Qui anus habet, timore tenet

aécio duplo contrario amorim - Cópia
Os partidos PSDB e PMDB, o primeiro, com certeza, com receio que a Operação Lava Jato traga à tona fatos inusitados que possa manchar pessoas ligadas ao partido e ficar fora das eleições de 2018 e o PMDB, o maior interessado em um possível impeachment da presidenta Dilma, pois os três primeiros sucessores seriam, pela ordem, Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, os dois últimos com a cabeça sendo pedida pela sociedade (veja aqui e aqui) e com suas decisões de não apoiarem o pedido de impeachment, provam que, qui anus habet, timore tenet ou em português vulgar “quem tem u tem medo”..

Veja matérias de apoio e em seguida de desistência

05/03 – FHC e Aécio atuam pelo impeachment de Dilma>>>

09/03 – Aécio Neves é o maior “peixe”da lista do Janot >>>

11/03 – FHC diz que impeachment não adianta nada >>>

11/03 – Líder da oposição mais raivosa ao governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) mudou de ideia nesta segunda-feira, 9; depois de participar de marcha que pedia um novo golpe militar no Brasil, Aloysio Nunes agora quer que a presidente permaneça no cargo, mas de uma forma cruel; “Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma”, afirmou o senador do PSDB; “Não quero que o Brasil seja presidido pelo [vice-presidente] Michel Temer [PMDB]” – Leia aqui >>>

11/03 – Eduardo Cunha: “Impeachment é golpe”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manifestou hoje (9), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), seu posicionamento contrário a um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Acho que isso é golpe. Ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir. Aqueles que votaram nela e porventura se arrependeram, deveriam ter esse juízo de valor antes de votar, e terão a oportunidade de rever na próxima eleição”.

Cunha salientou que não dá para aceitar essa forma ilegal de se arrancar do Poder quem foi eleito pelo povo, de maneira legítima. “Esta não é a forma de atacar o problema, na minha opinião”. Após a crise política derivada da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara disse que a relação com a presidenta da República e com os ministros que fazem a articulação política fica “institucional, como tem que ser. Os poderes são independentes e harmônicos”. Ele destacou que não há confiabilidade, mas a harmonia tem que estar presente.

Eduardo Cunha ressaltou que não fará da presidência da Câmara uma fonte de retaliação ao governo. “Eu sei separar bem os meus papéis de presidente da Câmara e de vítima de uma abertura de inquérito imotivada, escolhida a dedo e com objetivos políticos”

Indagado sobre o “panelaço” ocorrido ontem (8), em vários pontos do país, considerou que foi uma atitude espontânea contra as medidas de ajuste do governo, mas é também “um sinal de alerta”, de certo modo. Indicou que o mesmo se aplica ao movimento anunciado para o próximo dia 15, por organizações insatisfeitas com o governo federal. Defendeu que esses atos ocorram no país, desde que sejam pacíficos, sem violência, com objetivo claro, e que não busquem a ruptura da institucionalidade, seja por meio de golpe ou de um processo deimpeachment

Cunha concordou que uma parte da população não apoia os atos e a gestão do governo, o que considera fruto da democracia. “Isso não tem nenhum problema”, disse ele. O problema, apontou, é encontrar uma maneira de solucionar a crise política que se instalou no país. Ao mesmo tempo, garantiu que existem condições políticas “de aprovarmos ou darmos apoio a um ajuste fiscal que resolva os problemas da economia”.

Da parte da presidência da Câmara, não haverá qualquer impedimento para que o apoio seja dado, ressaltou, e esclareceu que ao presidente da Câmara só cabe botar para votar a medida provisória quando ela estiver pronta. Cunha deixou claro que a Medida Provisória 669, que tratava do ajuste fiscal, foi devolvida na semana passada pelo presidente do Senado e não pela Câmara. “Todas as matérias do Poder Executivo eu botei para votar. Então, da parte do presidente da Câmara, todas as matérias do governo vão ser votadas.

Não há quebra de braço”.

Ele prometeu trabalhar pela governabilidade, “sempre”, apesar da crise política. Avaliou que a atuação do Ministério Público Federal, pedindo a abertura de inquérito para investigar possíveis irregularidades cometidas por parlamentares, incluindo o próprio presidente da Câmara, compromete a confiabilidade, mas não a “responsabilidade que a gente tem com a governabilidade”. Deixou claro, entretanto, que o não comprometimento com as irregularidades não significa que as relações políticas com o governo serão as mesmas.

Segundo Cunha, todo o esforço deve ser feito para evitar que a crise política respingue, de maneira negativa, sobre a economia brasileira. “Temos que evitar que isso contamine a economia”. Na sua opinião, o Brasil não pode perder o grau de investimento ou a confiança dos investidores estrangeiros, e deve trabalhar para que a instabilidade política não afugente os investidores.

“Nós precisamos ter a consciência do papel que temos que desempenhar, para dar um sinal de tranquilidade para os investidores e o mercado”, pois entende que caso isso não ocorra, a crise econômica será aprofundada. “Esse é um recado claro que quero passar”, comentou.

Da redação com AgBrasil

Inteligente, Alckmin não quer PSDB nos protestos

aécio duplo amorim

Inteligente, Alckmin não quer PSDB Uma vez que o movimento é para pedir o impecheament de presidenta Dilma, vejo uma incoerência muito grande do mau perdedor nas urnas, Aécio Neves que é também o presidente nacional do PSDB apoiar o movimento, uma vez que ele mesmo disse ser contra o impeachment.

Aécio mostra ser o menino mimado que sempre citei que quando deixa de ganhar um brinquedinho chora e esperneia, sendo que desta vez o “brinquedinho” que ele pretende é a presidência do Brasil, esquecendo que há uma linha de três sucessores e um possível pelas forças armadas, uma vez que Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara de Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado já estão as cabeças sendo pedida pela maioria dos eleitores.

Diferente de Aécio, Alckmin rechaça PSDB em protestos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), negou que o PSDB tenha relação com as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff marcadas para este domingo (15); para ele,  o movimento é espontâneo;  “Vai quem quiser. É da sociedade civil”; a declaração do governador acontece um dia após o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarar o apoio do partido aos protestos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), negou que o PSDB tenha relação com as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff marcadas para este domingo (15). Segundo Alckmin, as manifestações são “extremamente legítimas, espontâneas e que só fortalecem a democracia”. A declaração do governador acontece um dia após o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarar o apoio do partido aos protestos.

Para Alckmin, o movimento é livre à participação da população. “Vai quem quiser. É da sociedade civil”, disse. Segundo Alckmin, a Polícia Militar de São Paulo irá garantir a segurança das manifestações para evitar a infração de vândalos entre os participantes do ato.

“As manifestações são extremamente legítimas, espontâneas, impressionante isso, absolutamente franco das ruas, da vontade das pessoas, e só fortalece a democracia. O que nós temos que fazer é garantir a segurança de todos e evitar a infiltração de vândalos”, afirmou.

Postado no Brasil 247