Juca Chaves, o Menestrel do Brasil

JUCA CHAVES CAricatura

Por Amorim Sangue Novo

Corrupção, desmandos, desvios, conchavos e todos os tipos de falta de respeito ao cidadão e ao erário publico é coisa que vem de longe.

Hoje, para descontrair, trago algumas músicas que mostram o descontentamento e a ironia de um contestador.

Com 54 anos de carreira, 77 de idade e formação em musica erudita, o “bon vivant” Juca Chaves, é ator, compositor, cantor e humorista,

Nos anos 60, Juquinha, como ele se chama, montou um circo no Rio de Janeiro, quando apresentou o show “Menestrel Maldito”. Daí vem o apelido “Menestrel do Brasil”.

O humorista costumava contar a seguinte história sobre o Sdruws, perto do qual ficava uma favela. Juca convidara para o circo políticos, empresários e também pessoal da alta-sociedade carioca, e antes da primeira apresentação resolveu reunir os líderes da favela para lhes falar com franqueza, indo direto ao assunto: “Vim aqui para saber como vai ficar o negócio do roubo!” – Uma mulher baixinha, morena, (líder da favela), foi logo respondendo com firmeza: “Olha aqui seu Juca, nós entendemos a sua preocupação e lhe agradecemos pela sinceridade, mas pode o senhor ficar tranqüilo, porque a nossa comunidade já se garantiu, e pediu proteção à polícia!”

Juca foi um crítico do Regime Militar, da grande imprensa e do próprio mercado fonográfico. Chegou a ser exilado em Portugal na década de 1970, mas, ao incomodar o governo de Salazar com suas sátiras que então ganhavam espaço nas rádios e televisão locais, transferiu-se para a Itália.

Como se vê, está faltando “o grito” de Juca Chaves no cenário político atual.

#PanelaçoGilmarDevolva

caricatura-luiz-flavio-gomes-col1Foram os próceres do PSDB que aprovaram o financiamento empresarial (em 1997). Se é certo que quase todos os partidos se beneficiaram dele, não menos verdadeiro é que foi o petucanato(PT + PSDB), nos últimos 21 anos, o maior favorecido por essa forma de ladroagem do dinheiro público pelas classes dominantes/reinantes (ou seja, pela cleptocracia). “A proibição de contribuição de pessoas jurídicas vai fazer florescer o caixa dois. Estamos procurando sarna para nos coçar”, disse José Serra (O Globo 18/3/15). Segue essa linhagem o min. Gilmar Mendes, que no julgamento da Adin 4650, promovida pela OAB, pediu vista do processo em 2/4/14 (e até hoje senta sobre ele). Já existem seis votos pela inconstitucionalidade do financiamento empresarial, que é uma das formas vergonhosas de o poder econômico “comprar” o poder político, para a preservação do seu domínio e da exploração.

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) teria ingressado com representação no CNJ contra o min. Gilmar Mendes que, sem justificativa objetiva, descumpre os prazos legais para a devolução do processo. No regime republicano ninguém tem poderes ilimitados. A cultura da legalidade se desvanece quando os juízes, por meio do capricho e da chicana, fazem preponderar sua vontade particular em detrimento da maioria democrática (que, no caso, já votou pela inconstitucionalidade do financiamento empresarial, contemplado nas leis 9.504/97 e 9.096/95). O modelo de financiamento empresarial vigente (disse o ministro Barroso, no Conjur), “é claramente inconstitucional, porque antidemocrático e antirrepublicano (…) o modelo permite que se pague o favor (doação em dinheiro) com dinheiro público (contratos administrativos)”. Isso acontece diariamente na nossa cleptocracia cartelizada (estampada nopetrolão e no trensalão-SP).

Já ninguém ignora que o financiamento empresarial das campanhas eleitorais constitui uma das fontes mais deploráveis da corrupção cleptocrata praticada pelas bandas podres das classes dirigentes/reinantes (financeira, industrial, comercial, agrária e política), que são os verdadeiros donos do poder estado-cêntrico. Estudo de cientistas políticos de Boston e Califórnia (divulgado pelo O Globo 7/5/11) revela que para cada real que as empreiteiras “doam” nas campanhas eleitorais recebem retorno de R$ 8,5 reais. Pior: vários delatores (Paulo Roberto Costa, desde logo) estão confirmando que grande parte do dinheiro doado é fruto de corrupção. O dinheiro sujo é declarado (“lavado”) como “doação eleitoral”. Há lavanderia eleitoral. Todos os grandes partidos políticos estão mancomunados com alguns setores dos donos do poder, que por meio das “doações” compram os mandatos dos políticos (que assim se transformam em seus servos).

As classes dominantes/reinantes (financeira, industrial, comercial, agrária e política), com opoder do dinheiro, nunca permitiram aqui mais que uma democracia puramente eleitoral (não cidadã). Mais: completamente viciada pelas ilegitimidades de origem (desigualdade na concorrência eleitoral), de exercício (Estado governado de acordo com os interesses dos dominantes) e de finalidade (construção de direitos precários, ou seja, de uma cidadania pela metade). As desigualdades assim como a assimetria de poder produzem e reproduzem os privilégios de classe, assegurados, sobretudo, pelo financiamento empresarial (que as elites do atraso querem preservar).

P.S. Participe do nosso movimento fim da reeleição (veja fimdopoliticoprofissional.com.br). Baixe o formulário e colete assinaturas. Avante!

Luis Flávio Gomes – Jurista – Imagem: Caricatura no Conjur

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Dez frases de Doria e suas contradições sobre a candidatura em 2018

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), publicou no último domingo (13) um vídeo nas redes sociais ao lado do governador Geraldo Alckmin reafirmando sua lealdade ao padrinho político e ressaltando que nada poderá colocá-los em polos opostos. Doria se refere às especulações que colocam os dois na disputa pela vaga de presidenciável em 2018 pelo partido tucano.

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