Qui anus habet, timore tenet

aécio duplo contrario amorim - Cópia
Os partidos PSDB e PMDB, o primeiro, com certeza, com receio que a Operação Lava Jato traga à tona fatos inusitados que possa manchar pessoas ligadas ao partido e ficar fora das eleições de 2018 e o PMDB, o maior interessado em um possível impeachment da presidenta Dilma, pois os três primeiros sucessores seriam, pela ordem, Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, os dois últimos com a cabeça sendo pedida pela sociedade (veja aqui e aqui) e com suas decisões de não apoiarem o pedido de impeachment, provam que, qui anus habet, timore tenet ou em português vulgar “quem tem u tem medo”..

Veja matérias de apoio e em seguida de desistência

05/03 – FHC e Aécio atuam pelo impeachment de Dilma>>>

09/03 – Aécio Neves é o maior “peixe”da lista do Janot >>>

11/03 – FHC diz que impeachment não adianta nada >>>

11/03 – Líder da oposição mais raivosa ao governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) mudou de ideia nesta segunda-feira, 9; depois de participar de marcha que pedia um novo golpe militar no Brasil, Aloysio Nunes agora quer que a presidente permaneça no cargo, mas de uma forma cruel; “Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma”, afirmou o senador do PSDB; “Não quero que o Brasil seja presidido pelo [vice-presidente] Michel Temer [PMDB]” – Leia aqui >>>

11/03 – Eduardo Cunha: “Impeachment é golpe”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manifestou hoje (9), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), seu posicionamento contrário a um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Acho que isso é golpe. Ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir. Aqueles que votaram nela e porventura se arrependeram, deveriam ter esse juízo de valor antes de votar, e terão a oportunidade de rever na próxima eleição”.

Cunha salientou que não dá para aceitar essa forma ilegal de se arrancar do Poder quem foi eleito pelo povo, de maneira legítima. “Esta não é a forma de atacar o problema, na minha opinião”. Após a crise política derivada da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara disse que a relação com a presidenta da República e com os ministros que fazem a articulação política fica “institucional, como tem que ser. Os poderes são independentes e harmônicos”. Ele destacou que não há confiabilidade, mas a harmonia tem que estar presente.

Eduardo Cunha ressaltou que não fará da presidência da Câmara uma fonte de retaliação ao governo. “Eu sei separar bem os meus papéis de presidente da Câmara e de vítima de uma abertura de inquérito imotivada, escolhida a dedo e com objetivos políticos”

Indagado sobre o “panelaço” ocorrido ontem (8), em vários pontos do país, considerou que foi uma atitude espontânea contra as medidas de ajuste do governo, mas é também “um sinal de alerta”, de certo modo. Indicou que o mesmo se aplica ao movimento anunciado para o próximo dia 15, por organizações insatisfeitas com o governo federal. Defendeu que esses atos ocorram no país, desde que sejam pacíficos, sem violência, com objetivo claro, e que não busquem a ruptura da institucionalidade, seja por meio de golpe ou de um processo deimpeachment

Cunha concordou que uma parte da população não apoia os atos e a gestão do governo, o que considera fruto da democracia. “Isso não tem nenhum problema”, disse ele. O problema, apontou, é encontrar uma maneira de solucionar a crise política que se instalou no país. Ao mesmo tempo, garantiu que existem condições políticas “de aprovarmos ou darmos apoio a um ajuste fiscal que resolva os problemas da economia”.

Da parte da presidência da Câmara, não haverá qualquer impedimento para que o apoio seja dado, ressaltou, e esclareceu que ao presidente da Câmara só cabe botar para votar a medida provisória quando ela estiver pronta. Cunha deixou claro que a Medida Provisória 669, que tratava do ajuste fiscal, foi devolvida na semana passada pelo presidente do Senado e não pela Câmara. “Todas as matérias do Poder Executivo eu botei para votar. Então, da parte do presidente da Câmara, todas as matérias do governo vão ser votadas.

Não há quebra de braço”.

Ele prometeu trabalhar pela governabilidade, “sempre”, apesar da crise política. Avaliou que a atuação do Ministério Público Federal, pedindo a abertura de inquérito para investigar possíveis irregularidades cometidas por parlamentares, incluindo o próprio presidente da Câmara, compromete a confiabilidade, mas não a “responsabilidade que a gente tem com a governabilidade”. Deixou claro, entretanto, que o não comprometimento com as irregularidades não significa que as relações políticas com o governo serão as mesmas.

Segundo Cunha, todo o esforço deve ser feito para evitar que a crise política respingue, de maneira negativa, sobre a economia brasileira. “Temos que evitar que isso contamine a economia”. Na sua opinião, o Brasil não pode perder o grau de investimento ou a confiança dos investidores estrangeiros, e deve trabalhar para que a instabilidade política não afugente os investidores.

“Nós precisamos ter a consciência do papel que temos que desempenhar, para dar um sinal de tranquilidade para os investidores e o mercado”, pois entende que caso isso não ocorra, a crise econômica será aprofundada. “Esse é um recado claro que quero passar”, comentou.

Da redação com AgBrasil

Inteligente, Alckmin não quer PSDB nos protestos

aécio duplo amorim

Inteligente, Alckmin não quer PSDB Uma vez que o movimento é para pedir o impecheament de presidenta Dilma, vejo uma incoerência muito grande do mau perdedor nas urnas, Aécio Neves que é também o presidente nacional do PSDB apoiar o movimento, uma vez que ele mesmo disse ser contra o impeachment.

Aécio mostra ser o menino mimado que sempre citei que quando deixa de ganhar um brinquedinho chora e esperneia, sendo que desta vez o “brinquedinho” que ele pretende é a presidência do Brasil, esquecendo que há uma linha de três sucessores e um possível pelas forças armadas, uma vez que Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara de Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado já estão as cabeças sendo pedida pela maioria dos eleitores.

Diferente de Aécio, Alckmin rechaça PSDB em protestos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), negou que o PSDB tenha relação com as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff marcadas para este domingo (15); para ele,  o movimento é espontâneo;  “Vai quem quiser. É da sociedade civil”; a declaração do governador acontece um dia após o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarar o apoio do partido aos protestos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), negou que o PSDB tenha relação com as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff marcadas para este domingo (15). Segundo Alckmin, as manifestações são “extremamente legítimas, espontâneas e que só fortalecem a democracia”. A declaração do governador acontece um dia após o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarar o apoio do partido aos protestos.

Para Alckmin, o movimento é livre à participação da população. “Vai quem quiser. É da sociedade civil”, disse. Segundo Alckmin, a Polícia Militar de São Paulo irá garantir a segurança das manifestações para evitar a infração de vândalos entre os participantes do ato.

“As manifestações são extremamente legítimas, espontâneas, impressionante isso, absolutamente franco das ruas, da vontade das pessoas, e só fortalece a democracia. O que nós temos que fazer é garantir a segurança de todos e evitar a infiltração de vândalos”, afirmou.

Postado no Brasil 247

Líder do PSDB no Senado reitera que partido apoia e confia em Janot e MPF

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), ocupou a tribuna nesta sexta (13), para defender a atuação institucional e independente do Ministério Público Federal e da Procuradoria-Geral da República, sobretudo neste momento tenso por que passa o País.  O senador reafirmou “a confiança no trabalho do Procurador-Geral da República, para que possamos reafirmar a imperiosa necessidade do fortalecimento e do apoio ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público dos Estados, a instituições outras que têm dado uma contribuição enorme para a melhoria do Brasil, entre as quais incluo, naturalmente – não poderia ser diferente -, a Polícia Federal”.

Cássio ressaltou que é importante ter clareza quanto ao fato de que “investigação não é condenação” e frisou que “mesmo com a inclusão do senador Anastasia na lista de apuração apresentada pelo procurador-geral da República, o Dr. Janot, o PSDB, em nenhum momento, fez qualquer gesto de desestabilização do procurador-geral, muito menos de ataque à instituição do Ministério Público Federal, que deve ser absolutamente preservada”.

É grave a crise
O senador disse que o Brasil enfrenta grave crise econômica, política, ética e de credibilidade do governo federal. Afirmou, também, que a situação requer muita responsabilidade de todos para apontar alternativas que levem à solução dos problemas.

“A economia entrou no quadro recessivo em que nos encontramos, e é o pior dos mundos o que estamos vivendo, porque é uma recessão acompanhada de uma inflação crescente. A inflação para os pobres, para os que ganham menos já bate a casa dos dois dígitos, e a pior punição que um assalariado, que um trabalhador pode receber é ter o seu salário mensalmente aviltado pela inflação que corrói o seu poder de compra”.

O líder do PSDB convidou os homens e mulheres de bom senso a deixar de lado seus dramas pessoais e colocar acima deles os interesses do Brasil.

“Este é o momento em que todos nós devemos ter muita responsabilidade, apontar os caminhos que devem ser trilhados para o futuro do Brasil, acender a lanterna para que possamos abrir a picada e tirar o país desta mata escura, na qual estamos adentrando cada vez mais”, afirmou.

Sandálias da humildade
Na avaliação de Cássio, o primeiro passo para o País encontrar o caminho certo é o governo federal ter humildade para reconhecer erros e assumir falhas, primeiro passo, conforme afirmou, para que o país consiga sair da crise. “É o momento de compreender os dramas pessoais, mas de entender, sobretudo, a necessidade que o País tem de encontrar rumos. Esse caminho que o Brasil precisa trilhar jamais será percorrido com intolerância, com soberba, com arrogância, com intransigência, como vem lamentavelmente acontecendo com a Presidente Dilma Rousseff”, disse.

“Não será no isolamento político, não será com deslocamento de realidade que a presidente vai conseguir conduzir o País para um tempo de prosperidade, de crescimento, de estabilidade, que é o desejo de todos nós. Enquanto a presidente não se dirigir à nação, pedindo desculpas, reconhecendo erros, numa atitude e numa postura de humildade, e abandonar as velhas desculpas, sequer o primeiro passo será dado”, disparou.

Sentimento de indignação
O líder Cássio Cunha Lima disse ainda que o PSDB oferece ao Brasil a maturidade de suas lideranças e se coloca ao lado da população brasileira, em sintonia com o sentimento de indignação e com o desejo de mudança:

“Ninguém aguenta mais o PT, no Governo há 12 anos, continuar tentando responsabilizar o PSDB por problemas que ele já poderia ter resolvido. Ninguém aguenta mais o Governo dizer que a crise nacional está vinculada a um cenário internacional de dificuldades, quando todos nós sabemos que a economia dos Estados Unidos já está em recuperação, que a economia europeia também já avança e que a da China recuou um pouco, mas nunca para se colocar num patamar de crise absoluta. Para completar, agora, até São Pedro entrou no balaio de desculpas da Presidente da República, que já esgota a capacidade de se justificar perante o Brasil”.

Buraco econômico
Cássio avisou que “o PSDB não votará uma só iniciativa do governo da presidente Dilma Rousseff na direção do ajuste fiscal sem que ela se reporte ao Brasil pedindo desculpas, sem que ela aponte os caminhos do crescimento econômico, do apoio à indústria. Que não se fique apenas na postura até então demonstrada pelo Ministro Joaquim Levy de ser o grande tesoureiro do Brasil que quer arrecadar, e tão somente arrecadar, para tapar um buraco que foi provocado pelo próprio Governo Federal”.

O senador ilustrou o tamanho do buraco econômico reportando-se ao depoimento do prefeito André Gadelha, de Sousa, que é uma importante cidade do Sertão paraibano, que lhe disse: “Cássio, depois de muitos anos, algumas pessoas estão indo à prefeitura pedir comida.”

Hora de união
Ao final, o líder do PSDB disse que: “Numa sociedade de cordeiros, abre-se espaço para governos de lobos. Tudo o que menos precisamos neste instante é de uma sociedade acomodada. Aquilo de que o Brasil menos precisa neste momento é uma sociedade omissa e calada. É hora de que todos aqueles que queiram a verdadeira mudança do Brasil se unam, para que nós possamos construir o Brasil melhor que todos nós queremos, sonhamos e haveremos de ter”.