Prefeitos poderão voltar casa

Secretário de desenvolvimento da cidade de Lucélia/SP perde cargo

AC ACIO E JOÃO

Morando na cidade de Adamantina, onde atuou como Secretário Municipal de Cultura e Turismo, em sua página no Facebook Acácio cita textualmente: “Pessoas, na data de hoje (23/03) fui desligado da Prefeitura de Lucélia, onde desde janeiro de 2013 eu era Secretário de Desenvolvimento Municipal. Ao longo de mais de dois anos foram muitos os desafios vencidos e outros que ainda precisam ser superados pela administração municipal. Ao longo desse período fui bem recebido por grande parte das pessoas da cidade e lideranças, e fui mostrando a cada um – com meu trabalho – meu objetivo de contribuir com a cidade. Fiz minha parte, no que coube dentro da minha capacidade, e naquilo que foi permitido. Agradeço a cada um daqueles com os quais ampliei minha relação de amizade, pois conheci muitas pessoas e delas levarei as melhores lembranças. Saio também com um novo aprendizado, em muitos aspectos, que ampliaram minha bagagem de informação e conhecimento para os novos desafios que virão. É a vida que segue!”

Segundo um morador de Lucélia, que não quer se identificar, Acácio sofria muitas críticas por não residir na cidade.

Não vejo na falta de residência na cidade um argumento válido para desligamento de quaisquer funcionários visto que, neste caso, entre uma cidade e outra a distância (12 km) é mínima, em relação a grandes municípios, e principalmente por haver políticos e assessores que percorrem distâncias que superam 45 quilômetros para desempenharem suas funções.

De qualquer maneira, se a moda pega, por este e outros motivos, vai ter prefeito voltando pra seu lar doce lar logo, logo

Na foto do Google (editada por Amorim Sangue Novo): Acácio e o prefeito Osvaldo Alves Saldanha

Tinha que ser um Amorim

eduardo amorim

Por Amorim Sangue Novo

É tão raro vermos algum congressista que vise a participação popular que tenho que admitir que ainda exista algum deles se importando com o que o povo realmente quer, e isto me faz pensar que só poderia vir de um Amorim mesmo.

Vejo com bons olhos a sugestão de Eduardo Amorim, porém quero lembrar que com o baixo nível cultural e de escolaridade de muitos políticos, principalmente prefeitos e vereadores e também muitos políticos “compráveis” esta medida pode se reverter a favor dos interesses de grandes partidos e de políticos que visam seus próprios interesses, como por exemplo, não aprovarem o não financiamento de campanha, venha ela de quaisquer partes, pois vejo nisto uma imoralidade visto que ninguém “ajuda” políticos a se elegerem sem nenhum interesse.

Falando em financiamento:

“Os executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Correa, estão deixando a carceragem da Polícia Federal; o motivo: ambos fizeram delação premiada e confirmaram a tese de que as delações da empreiteira ao PT são “propina”; acusação foi dirigida ao tesoureiro do PT, João Vaccari, e ao ex-diretor da Petrobras, Renato Duque; só há um detalhe intrigante: em 2010, a Camargo doou mais ao PSDB (R$ 5,4 milhões) do que ao PT (R$ 4,5 milhões); com a homologação da delação premiada, os executivos da Camargo ganham do juiz Sergio Moro, do Paraná, a tão sonhada liberdade” (Brasil/247, o grifo é meu)

Senador Eduardo Amorim quer deputados estaduais e vereadores no debate da reforma política

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) disse que está na hora de o Congresso Nacional, juntamente com os legislativos estaduais e municipais, discutir a reforma política. Para ele, qualquer mudança nessa área tem que contar com a contribuição de vereadores e deputados estaduais.

Ele lembrou que a reforma política passa por cinco pontos fundamentais: reeleição, voto proporcional, duração de mandatos, financiamento de campanha política e unificação das eleições.

Por isso, segundo  Amorim, discutir questões como essas somente no âmbito do Congresso Nacional não representa a vontade da população.

É que, conforme lembrou, são justamente os vereadores e deputados estaduais que têm contato mais direto com o povo:

— Deixo aqui a sugestão para os colegas senadores: que levem a reforma política para as suas cidades. Ouçam os vereadores, ouçam os deputados estaduais, mas principalmente o povo. E a partir dessas audiências, possamos trazer o documento para o Congresso Nacional para que a voz popular, não somente a voz das ruas, mas também dos líderes, possam também aqui serem ouvidas e respeitadas.

Fonte: Agência Senado – Imagem: Google

Leitores da BBC Brasil sugerem medidas anticorrupção

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Penas mais duras para casos de corrupção foi um dos pedidos mais frequentes

Após o governo federal anunciar um pacote de medidas para combater a corrupção no país, leitores da BBC Brasil disseram, por meio de rede sociais, o que gostariam de ver entre as medidas.

Combate à corrupção

Na quarta-feira, o governo federal apresentou um pacote anticorrupção que será levado ao Congresso, em resposta a protestos populares. As propostas incluem:

Um projeto de lei para criminalizar o caixa-dois (arrecadação não declarada de dinheiro em campanhas);

Apresentar uma emenda constitucional para confiscar bens adquiridos de forma ilícita;

Apresentar projeto de lei para que os mesmos critérios da Lei da Ficha Limpa sejam adotados para a nomeação de cargos de confiança no âmbito federal;

Acelerar a tramitação de projeto de lei que criminaliza o patrimônioinjustificado e enriquecimento ilícito de agentes públicos;

Acelerar a tramitação de um projeto de lei que prevê a alienação antecipada de bens apreendidos após atos de corrupção, para evitar que sejam usados irregularmente por agentes públicos. Estes bens alienados seriam vendidos e o dinheiro ficaria depositado em juízo.

Um dos pedidos mais frequentes foi a inclusão dos casos de corrupção no rol de crimes hediondos, como homicídio e sequestro, ou que fossem punidos com penas mais duras.

“Vinte anos de cadeia sem fiança nem progressão de pena. Ninguém fala nada?”, questiona um leitor.

Leia mais: As medidas de Dilma serão eficientes no combate à corrupção?

Leia mais: De Lobão a Duvivier: O que os campeões de seguidores dizem sobre corrupção?

Outros leitores sugeriram que crimes de corrupção fossem julgados pelas instâncias usuais da Justiça comum (crimes cometidos por parlamentares são julgados pelo Supremo, depois de autorização do Congresso).

“E o fim da imunidade parlamentar, nada?”, disse um leitor, que recebeu 471 curtidas.

“Fim do foro privilegiado. Aí eles passarão a ter medo de verdade”, justificou outro.

“Imaginem se deputados e vereadores não tivessem seus processos julgados pelo STF? Se tivesse que aguardar presos seu caso ser julgado pela Justiça comum? Não dou seis meses para melhorar”, afirmou um terceiro leitor.

Leia mais: Pesquisas testam se dinheiro torna as pessoas más

Um pedido também bastante frequente foi o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais.

“Cadê a proibição das doações privadas?”, indaga um leitor.

“Muito partido sem representação popular sobrevive disso”, argumenta outro.

Muitos ainda querem menos ministérios: “E a diminuição do número absurdo de 39 ministérios?”.

Pacote próprio

Um dos comentários mais populares, com mais de 840 curtidas, foi o de um leitor que criou seu próprio pacote de medidas contra corrupção.

Para ele, seria necessário implementar o afastamento imediato de um funcionário público que seja alvo de denúncia feita pelo Ministério Público, a proibição de vaquinhas para que partidos paguem multa de condenados e o fim das aposentadorias vitalícias.

Este leitor ainda sugere multa dobrada para desvios públicos, inelegibilidade e proibição de participação direta ou indireta na administração pública por 30 anos, além da redução de salários, verbas e auxílios para políticos.

Em resposta a este comentário, outro leitor complementou dizendo que o fim da aposentadoria vitalícia deveria valer também para juízes comprovadamente corruptos, “com a perda de cargo, benefícios e cadeia”.

Reprodução

Um dos comentários mais populares foi de um leitor que criou seu próprio pacote anticorrupção

Um leitor ainda sugeriu o fim da indicação política para cargos políticos e do Supremo Tribunal Federal e Supremo Tribunal de Justiça.

Uma leitora quer o fim de indicações políticas para “acabar com o apadrinhamento” e também propõe limitar a permanência no cargo por deputados e senadores a dois mandatos.

Outro leitor defende que “uma reforma política honesta” deveria instaurar um mandato único de cinco anos para todos os cargos do executivo e o fim da reeleição para todos os cargos públicos.

Uma leitora foi além e sugeriu a criação de um sistema político completamente diferente do que existe hoje, ao defender que é preciso acabar com os cargos de ministro, deputados e senadores: “Que arrume um jeito do Brasil funcionar sem estes bandidos”.

Imagem ilustrativa do AnonymousBrasil