A linguagem e as tendências

racionais e marfco luquePor Amorim Sangue Novo

Vejo no dito modernismo uma falta de conhecimento, não só da gramática, como também do modo de se comunicar através das palavras, gestos e na indumentária, o que também pode refletir na imagem que se faz do homem.

Sobre Marco Luque a imagem acima (camiseta laranja), dispensa qualquer comentário, já no caso do Racionais, leia matéria abaixo e as conclusões ficam por conta de seu discernimento.

estilo-calca-abaixadaSignificado da Calça Mostrando a Cueca

Claro que você já viu algum “galeroso” com a calça lá embaixo, mas sabe qual o real significado disso ou quando essa moda iniciou?!

Existem duas versões para o seu significado. Acredite na qual você preferir.

Versão 1
A Revista Veja de seis de agosto de 2008 traz um artigo com o título “Levanta a calça, menino” abordando uma nova moda que surge entre os adolescentes dos grandes centros do Brasil. Diz assim a notícia: “Polícia, leis, debates, e os Estados Unidos se perguntam: dá para acabar com a moda da cueca de fora?” Continua a revista, “Seguindo princípios consagrados da moda (tudo o que pode ser inventado será) e do comportamento juvenil (o que era bonito na geração anterior torna-se exatamente o seu contrário), o cuecão de fora se espalha como vírus de computador nos Estados Unidos.

Inventada nos anos 90 pelos jovens do hip hop, popularizada entre negros e brancos americanos e adotada por surfistas, skatistas e roqueiros em geral, a calça ou bermuda largona usada lá embaixo, com a roupa de baixo transformada em estridente atração, ultrapassa todos os limites do razoável, como se esperava, e provoca até intervenções de vigilantes representantes da lei.
“Essa forma imoral de auto-expressão ultrapassa a liberdade de expressão e chega ao patamar de conduta criminosa”.

Versão 2 (retirada do Facebook)
“Esta tendência nasceu nas penitenciárias dos Estados Unidos, onde os reclusos que estavam receptivos a manter relações sexuais com outros presos precisaram inventar um sinal que passasse despercebido aos guardas prisionais, para não sofrerem consequências.

Por isso, quem usasse calças caídas abaixo da cintura, às vezes, de modo até mostrar parcialmente as nádegas, demonstrava que estava disponível para fazer sexo com outros homens.

Então… Se liga. Usando a calça ou bermuda assim, você está dizendo pra todo mundo: QUERO DAR A BUNDA!”

Conheça as principais atribuições dos prefeitos e vereadores

Assista à reportagem em vídeo.

Autoridade máxima na estrutura administrativa do Poder Executivo do município, o prefeito tem o dever de cumprir atribuições previstas na Constituição Federal de 1988 ao definir onde serão aplicados os recursos provenientes de impostos e demais verbas repassadas pelo Estado e pela União. A aplicação desses recursos públicos deve obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101/2000) e o que for fixado na lei orçamentária anual do município, proposta pelo prefeito e votada pelos vereadores, que representam o Poder Legislativo municipal.

Também cabe aos vereadores acompanhar as ações do Executivo municipal e fiscalizar se os compromissos legais e metas do governo estão sendo cumpridos. A Constituição Federal determina, por exemplo, que cabe ao prefeito e à sua equipe administrar o transporte coletivo da cidade, manter programas de educação infantil e ensino fundamental, prestar serviços de atendimento à saúde da população, promover o adequado ordenamento territorial do solo urbano e proteger o patrimônio histórico-cultural do município.

Essas competências estão previstas no artigo 30 da Constituição, que, mais abaixo, em seu artigo 158, relaciona os três impostos que geram parte da receita disponível aos prefeitos na administração dos serviços públicos locais.

São eles o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos (ITBI) e os Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Também são destinados à Prefeitura 50% do imposto arrecadado pela União sobre a propriedade territorial rural localizada no município, 50% do imposto arrecadado pelo Estado em Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) dos veículos registrados no município e parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado pelo Estado. Neste último caso, 25% da receita total obtida com o imposto é dividida entre todos os municípios de um mesmo Estado.

Enquanto o prefeito é o chefe-máximo do Executivo municipal, o vice-prefeito é o segundo na hierarquia. Ele substitui o prefeito no caso de viagem, licença e em algumas hipóteses de afastamento do cargo, como quando o político decide concorrer a outro cargo eletivo.

Intervenção no município
A Constituição Federal prevê, ainda, que o Estado não pode intervir em seus municípios, a não ser que o prefeito deixe de prestar contas na forma determinada em lei e caso ele deixe de aplicar o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

O artigo 212 da Constituição determina que os municípios devem aplicar anualmente, no mínimo, 25% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino. Para a saúde, a Constituição Federal prevê o repasse de 15% do produto da arrecadação de impostos específicos (inciso III do parágrafo 2º do artigo 198).

Fonte: TSE

“Fui preso sob suspeita de roubar meu próprio carro”

roubar-o-proprio-carropara Era 19h de segunda-feira, dia 30/03, quando cheguei à Faculdade de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Minas Gerais, onde sou aluno. Ao trancar o meu carro, fui abordado por uma viatura da PM. “O que você está fazendo aí?”. Respondi que era trabalhador.

por Pedro Afonso no UMG enviado Luh Souza postado Portal Geledés

Um sargento e um cabo, ambos da 124a. cia, do 22o BPM, saíram com armas em punho: “mão na cabeça, vagabundo, e cala a sua boca”“Conheço meus direitos, não podem me abordar dessa forma e já vou fazer uma representação contra vocês na corregedoria”, argumentei. Foi o suficiente para que a truculência aumentasse. Com violência, me algemaram. Em minha volta, colegas, professores e vizinhos começaram a protestar.

Senti medo, vergonha e indignação.

As pessoas que me defendiam também eram ameaçadas e coagidas a não registrar o que estava ocorrendo. Me jogaram no carro.


Ato-na-FaPP-IIPedro Afonso (à direita) em evento na UEMG.

Dentro da viatura, argumentei que eles deveriam ter averiguado se o carro era ou não meu, uma vez que a acusação era que eu estava roubando o veículo. Decidiram voltar. Exigi que houvessem testemunhas, com medo de que plantassem alguma coisa no meu carro.

Neste momento, já se formava um grupo significativo em torno da ação e os policiais pediram reforço de outra viatura. As ameaças de prender a quem se opusesse aumentavam. O tempo inteiro eu estava algemado, ainda que em nenhum momento tinha resistido fisicamente à prisão. Queriam me humilhar, constranger. Conseguiram.

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Disseram aos meus amigos que me levariam para a delegacia da rua Pouso Alegre, mas me levaram para uma delegacia no Coração Eucarístico. Lá, um tenente apareceu e tirou uma foto minha em seu celular.

“Essa é para meu registro pessoal”, ele disse em tom ameaçador. No boletim de ocorrência, fui acusado de desacato à autoridade, desobediência e resistência. Tentaram sair com a minha mochila da delegacia. Queriam revistá-la, novamente, longe de mim.

Quando estava na viatura, ouvi do sargento: “você vai pagar umas cestas básicas para aprender o que é polícia”. No momento, me calei.

Agora, respondo:
Eu, como a maioria dos negros e negras deste país, sei muito bem o que é polícia. Fui preso, constrangido, humilhado, machucado porque sou negro. Porque, sendo negro, ousei ter um carro, dirigi-lo e me recusar a pedir desculpas por isso.

Porque, sendo negro, me recusei a ser suspeito, a tomar um esculacho sem protestar. Eu tenho possibilidade de vir aqui, de reverberar essa violência, de ter os docentes da minha faculdade posicionando-se a meu favor, de ter o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogado do Brasil.

A grande maioria dos jovens negros deste país, negros, pobres e periféricos, pouco podem fazer contra a violação sistemática de seus corpos, integridade e dignidade. Ainda assim, somos irmãos de cor e sabemos, muito bem, desde muito cedo, da pior maneira possível, o que é polícia.

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