Amorim vence banqueiro na justiça

paulo henrique amorimAmorim vence banqueiro na justiça

A liberdade de expressão assegura ao jornalista o direito de manifestar crítica, ainda que desfavorável e em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades. Essa foi a tese adotada pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, ao derrubar acórdão da Justiça do Rio de Janeiro que havia estipulado indenização de R$ 250 mil ao blogueiro Paulo Henrique Amorim por texto que citou o banqueiro Daniel Dantas.

Amorim publicou em 2009 que a operação satiagraha, que investigava o grupo Opportunity, “recolheu [provas] contra o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas”. O texto diz ainda que o banqueiro enfrentava problemas nas instâncias judiciais inferiores, “porque, nas superiores, ele tinha ‘facilidades’”.

Dantas foi então à Justiça contra o autor do texto, apontando ter sofrido danos morais ao ser associado como corruptor. Ele criticou inclusive dos comentários publicados no blog, que o chamaram de “maior bandido desse país”, “miserável” e “orelhudo Daniel Dantas”. O pedido foi rejeitado em primeira instância, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acabou concluindo que o tom pejorativo ofendeu a honra do banqueiro.

Paulo Henrique Amorim (à esq.) fica livre de indenizar banqueiro Daniel Dantas.

Amorim recorreu ao STF, alegando que exerce sua atividade jornalística “de forma séria, independente e ética, (…) mediante o uso de linguagem singular, irônica e irreverente, aspectos que caracterizam as novas mídias sociais”.

Para o ministro Celso de Mello, a crítica jornalística “traduz direito impregnado de qualificação constitucional, plenamente oponível aos que exercem qualquer atividade de interesse da coletividade em geral, pois o interesse social, que legitima o direito de criticar, sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar as figuras públicas, independentemente de ostentarem qualquer grau de autoridade”.

Pensamento livre
O relator apontou que a Declaração de Chapultepec, adotada em março de 1994 pela Conferência Hemisférica sobre Liberdade de Expressão, enfatizou a importância da imprensa livre como condição para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam sua liberdade.

Segundo ele, a declaração “revela-nos que nada mais nocivo, nada mais perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão (ou de ilegitimamente interferir em seu exercício), pois o pensamento há de ser livre”.

Por isso, escreveu o ministro, não caracteriza responsabilidade civil a publicação com conteúdo mordaz ou irônico ou ainda tom de crítica severa, dura e até impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas é uma figura pública, investida ou não de autoridade governamental. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Clique aqui para ler a decisão. – Rcl 15.243

Da redação com Conjur

 

Seus filhos podem ajudar em casa

Seus filhos podem ajudar em casa

filhos ajundando em casaClique na imagem para ampliar

Conforme a criança a vai assimilando e incorporando cada tarefa ao seu dia a dia, podemos ir dando atividades mais complexas. Que criança não fica feliz quando os Pais lhe dizem que já que ela aprendeu a por a toalha na mesa sozinha, agora também pode por os pratos?

Fazer o seu filho ajudar em casa auxilia também o bom desenvolvimento e a educação dele

Para que todos os Pais e Mães que andam a fazer TUDO pelos filhos, não os deixando ganhar autonomia, percebam que não estão a assegurar o bom desenvolvimento das suas crias.

 

Da redação com o blog português Igualdade Parental

Rodrigo Bocardi disse o que quis, ouviu o que não quis

Rodrigo Bocardi disse o que quis, ouviu o que não quis

chico e bocardiPor Amorim Sangue Novo

“Não é cantada rapaz, este é um cumprimento carinhoso a todos vocês do studio”

Esta foi a resposta, nesta terça (02) do jornalista Chico Pinheiro ao colega Rodrigo Bocardi o qual disse:

“Olha a cantada hein?” quando o Chico mandou um beijo para a também colega Jaqueline.

Rodrigo ainda tirou um sarro com um telespectador, em tom de brincadeira, mas a meu ver não precisava tirar o sarro por varias vezes como ele fez.

Vejo com bons olhos este tipo de jornalismo descontraído e interativo, o que já adoto há muito tempo, porém não é a primeira vez que o Rodrigo pisa na bola e podia muito bem ir pra cama sem esta.

Um beijo Chico

A imagem é da Globo