Democracia, sabendo usar não vai faltar  

democracia

Por Amorim Sangue Novo

O termo Democracia vem do grego –demos = povo- – kratos = poder-, ou seja, poder do povo.

Infelizmente a maioria dos brasileiros não sabe o que é viver em um Estado Democrático de Direito nem tem idéia do que é ter a liberdade se expressar, tachando assim de forma vil, pessoas e entidades ao seu bel prazer, como se diz popularmente, “disso e daquilo” sem contar que podem responder juridicamente por calúnia, difamação ou infâmia justamente por mau uso de expressão.

Saber se expressar é uma arte pouco usada no país e, por isto mesmo, políticos, entidades e pessoas são taxados de ladrões, safados, corruptos e outros adjetivos, tornando-se assim digamos normal. Por isto mesmo, principalmente os políticos, se torna “normal”, popularesco e vulgar, caindo assim no lugar comum e, assim o “poder do povo” fica e está desmoralizado ficando, principalmente os políticos com todo o poder em suas mãos, mãos estas que nem sempre são usadas de forma devida, o que em nada contribui para o benefício da nação.

Reclame sim, lute por seus direito sim, lute pela liberdade de expressão sim, mas lembre-se que todo o seu direito acaba onde começa os direitos dos outros.

Desde que foram inventados os direitos os homens, todos os cretinos procuram explorá-los em benefício próprio. Esta foi a primeira frase que este humilde jornalista, em 1971, como colunista, postou em um jornal interno de empresa privada.

Portanto, não esqueça: A distância do alcance de sua língua é a mesma que a distância da língua de seu “oponente”

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Pronunciamento do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

 

Pronunciamento do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, em apoio ao senador e ex-governador de Minas Antonio Anastasia

 

Brasília – 10-03-15

O que V. Exa. faz hoje, é um desabafo que todos nós, que o conhecemos muito bem, também gostaríamos de fazer. Me permita, V. Exa., bem rapidamente dizer que ao final desse período legislativo estarei completando 32 anos consecutivos de mandato. Conheci, a vida me deu esse privilégio, homens públicos de gerações diferentes e de extraordinária dimensão pessoal e política.

A vida me deu o privilégio, senador Paim, de conviver com homens como Tancredo Neves, de conviver com homens como Ulysses Guimarães, como Teotônio Vilela, dentre tantos outros, que tiveram, sim, uma extraordinária dimensão política no tempo em que atuaram. Mas eu digo aqui, na Tribuna do Senado Federal, que do ponto de vista pessoal, moral, nenhum supera V. Exa.. Talvez alguns igualem V. Exa. no compromisso com a coisa pública, na retidão, na seriedade, no espírito público; mas V. Exa. se iguala aos maiores que o Brasil já teve. Conheço V. Exa., senador Anastasia, há muitos anos.

Tive o privilégio de tê-lo como companheiro de caminhada no momento em que construímos em Minas o mais ousado modelo de gestão pública da nossa contemporaneidade, depois acompanhado por vários outros estados brasileiros. E em todos os instantes, nas graves crises e nos momentos mais sutis, V. Exa. sempre comparecia com a altivez, com a capacidade de compreender com clareza a dimensão do que significa ser um homem público. E é por isso mesmo que o ataque que V. Exa. hoje recebe atinge todos os que o conhecem. Até os adversários de V. Exa., na Minas que governamos juntos e onde tive a honra de ser sucedido por V. Exa., até seus adversários respeitam a sua história e o seu comportamento pessoal. De que o acusam, senador Anastasia? E é importante, senador Agripino, senador Tasso, líder Cássio, senador Aloysio, que aqui estão, senador José Serra.

Um policial federal diz que levou durante o processo eleitoral de 2010 um recurso a uma determinada casa e entregou a um cidadão que o recebeu e meses depois, vendo o resultado eleitoral por fotografia e por imagens de televisão, achou que aquela pessoa a quem ele tinha entregue o recurso parecia com, segundo ele, o candidato que havia sido eleito em Minas Gerais. A barbaridade desta história, a fantasia que a emoldura fica clara logo no primeiro instante porque ao contrário do que diz este policial, talvez enganado, talvez orientado, não sabe temos elementos para dizer qual a razão, ele não teria hipoteticamente entregue o dinheiro ao candidato. O senador Anastasia hoje era o governador de Minas Gerais naquele período. Era o governador de Minas. O cidadão não se lembraria de chegar em um Estado e se encontrar com o governador do Estado.

Por mais que esta tese fantasiosa, porque não cabe na história, não cabe no perfil de V. Exa., isso mostra a fragilidade das denúncias de V. Exa. Elas não surgem de nenhuma das duas delações premiadas, mas sim desse depoimento que estou absolutamente segura, senador Antonio Anastasia, será cabalmente desmontado proximamente. Basta que saibamos para onde foi este recurso, quem foi o seu destinatário efetivo, qual responsável pela residência onde teoricamente teriam sido entreguem possivelmente esses recursos.

Faço rapidamente a menção a este trecho desta história para dar tranquilidade a V. Exa. Fique senador Anastasia absolutamente sereno como está, seguro da sua conduta, porque nós, seus companheiros de partido, seus companheiros de parlamento, e os cidadãos mineiros em especial, mas tenho certeza, que muitos brasileiros sabem que V. Exa. é uma das melhores coisas que a vida pública brasileira já produziu. E dentro de pouco tempo V. Exa. estará retornando a esta tribuna para debater os grandes temas nacionais muitos dos quais tem V.Exa. a principal referência. Portanto, desejo a V.Exa. apenas, é o que posso desejar, serenidade, nesse instante, a firmeza e a coragem que jamais lhe faltou em nenhum instante de sua trajetória. Não estou aqui para lhe prestar solidariedade. Estou para dizer que juntos para dizer que vamos provar que a acusação contra V.Exa. não tem qualquer conexão com a realidade e que V.Exa. sairá deste episódio ainda muito maior do que entrou.
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