Queda de Aécio poderá ser providencial para o PSDB voltar a ser PSDB

Queda de Aécio poderá ser providencial para o PSDB voltar a ser PSDB

fhc-aécio1Por Amorim Sangue Novo

Linha adotada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), de apostar na oposição radical contra o governo da presidente Dilma Rousseff, mesmo votando contra bandeiras históricas do próprio PSDB, já causa desconforto entre tucanos; no fim de semana, o economista Maílson da Nóbrega publicou artigo em que diz que o PSDB “virou um partido incoerente”, que decidiu “patrocinar retrocessos institucionais”; nesta terça-feira, Arnaldo Madeira, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo, foi irônico ao dizer que o próximo passo será “votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”; antes deles, Alberto Goldman, ex-governador paulista, afirmou que o PSDB “não tem projeto de país”; Aécio sob pressão

PSDB “xiita” já assusta os tucanos mais ortodoxos

A transformação radical do PSDB sob o comando do senador Aécio Neves (PSDB-MG) já causa desconforto entre tucanos mais ortodoxos e experientes. De partido social-democrata comprometido com bandeiras como a livre iniciativa e a chamada ‘responsabilidade fiscal’, o PSDB se converte, aos poucos, em agremiação ‘xiita’, que aposta apenas no discurso moralista (a despeito de seu imenso telhado de vidro) e numa oposição radical, na linha do ‘quanto pior, melhor’.

Nesta terça-feira, o alerta foi feito por Arnaldo Madeira, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo. “Está difícil entender o partido. Em vez de defender conceitos, estamos fazendo uma oposição igual à que o PT fazia contra nós. Agora só falta o PSDB votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou (leia mais aqui).

No fim de semana, alerta semelhante foi feito pelo ex-ministro Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda e dono da consultoria Tendências, tradicionalmente alinhada com o pensamento tucano. Segundo ele, o PSDB “virou um partido incoerente”. Para o economista, o novo PSDB “imita o antigo PT oposicionista”, “vota contra tudo” e “defende ideiais que, se aprovadas, lhe cobrarão preço alto caso volte ao governo”.

A principal queixa de Maílson diz respeito aos 45 votos do PSDB na sessão que derrubou o chamado fator previdenciário. “Ao patrocinar retrocessos institucionais, parece renegar sua contribuição à modernização e ao desenvolvimento do país”. Maílson escreveu ainda que o partido se transformou numa “réplica ridícula do PT de outrora”.

Antes dele, a crítica partiu do ex-governador paulista, Alberto Goldman, que disse que o PSDB “não tem projeto de país” (relembre aqui). Ele disse ainda que a falta de debate se agravou durante a gestão de Aécio à frente do partido. Segundo ele, questões como a reforma política e mudanças previdenciárias “não são discutidas e decididas pelo partido em seu foro natural e legítimo”.

Postado no Brasil/247

Sobre Amorim Sangue Novo

Amorim Sangue Novo, é jornalista--Mtb/SP 59858, contador-CRC/SP 842.156 e especialista em hardware (Desenvolvedor Microsoft). Foi colunista no jornal interno da Lion/Caterpillar, criou e foi redator chefe do jornal interno da Adubos Vianna e é Ex-Diretor de Trânsito na cidade de Panorama. Diretor na Amorim Informática e Jornalismo. atua como editor dos sites Jornal Digital Panô City -www.panocity.com.br- e Sem medo da verdade -www.semmedodaverdade.com.br- e mantém páginas em diversos outros sites e blogs.
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