Professor Juliano corrobora palavras do Amorim Sangue Novo

“Problema político no Brasil é do político e do cidadão, diz professor

Diante da profunda crise política vivida pelo Brasil, o diagnóstico quase geral tem sido um só: o sistema político está falido e faz-se necessária uma reforma de amplo impacto. O professor Nelson Juliano Matos, no entanto, vai na contracorrente e acha que o problema está mais no uso do que propriamente nas regras políticas e eleitorais.

Nelson, que é doutor e titular do curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI), concedeu entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. E, fazendo uma lúcida reflexão sobre a situação do país, não se refugiou no conforto de simplesmente jogar a culpa nos políticos. Ele também atribui importante dose de responsabilidade ao cidadão que escolhe os representantes que temos.

Nelson lembrou que nossa legislação oferece ao cidadão a possibilidade de trocar seus representantes a cada dois anos – um poder que não tem sido usado. Fez uma reflexão na qual comparou a realidade brasileira com outros sistemas, inclusive parlamentaristas como a Espanha, país que ficou quase um ano sem governo. E destacou a boa experiência do Uruguai, onde um ministro-chefe reparte atribuições com o presidente.

Indagado se, caso fosse congressista, mudaria ou não o atual sistema, afirmou que proporia mudanças pontuais, que podem ter efeito mais consistente que grandes mudanças, como a troca de sistema de governo. Entre as modificações que sugere no sentido de melhorar a Democracia brasileira, cita o acesso ao fundo partidário conforme o resultado das eleições e a restrição desse mesmo fundo aos partidos com representação.

Nelson Juliano também sai do lugar comum ao ser questionado sobre a fragmentação partidária. Entende que o problema da Democracia brasileira não é do sistema de partidos em si, mas do uso que se faz dos partidos.

Como professor universitário, foi indagado se a academia está pensando como deveria a situação do país. Disse que não, numa referência a à Univerdiade brasileira em geral. E acrescentou que, mesmo quando a discussão sobre o país acontece no seio universitário, não costuma ser acompnhada da ressonância devida dentro da sociedade. Para ele, a academia tem que ressoar fora dos seus muros.

Para ouvir a integra da entrevista de Nelson Juliano Matos, acesse o arquivo abaixo.
https://soundcloud.com/cidadeverde/prof-nelson-juliano-acorda-piaui-19-07-2017

Fenelon nasceu em União (Piauí), fez comunicação na UFC, mestrado na UFRJ e doutorado em Salamanca (Espanha), com uma tese sobre campanhas eleitorais que recebeu a nota máxima. É professor da UFPI, e publicou livro sobre comunicação e também sobre mulheres que marcaram época na história do Piauí. Pode ser chamado de unionense, botafoguense, professor, cientista político. Mas costuma ser tratado pelo que mais o identifica: Jornalista.

Sobre Amorim Sangue Novo

Amorim Sangue Novo, é jornalista--Mtb/SP 59858, contador-CRC/SP 842.156 e especialista em hardware (Desenvolvedor Microsoft). Foi colunista no jornal interno da Lion/Caterpillar, criou e foi redator chefe do jornal interno da Adubos Vianna e é Ex-Diretor de Trânsito na cidade de Panorama. Diretor na Amorim Informática e Jornalismo. atua como editor dos sites Jornal Digital Panô City -www.panocity.com.br- e Sem medo da verdade -www.semmedodaverdade.com.br- e mantém páginas em diversos outros sites e blogs.
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