O país dos alfabetizados analfabetos

professoraHá algum tempo acompanho diversas postagens e conversas nas redes sociais e, por não ter conhecimento aprofundado em português, muitos erros gramaticais devem me passar despercebidos, porém alguns deles são tão visíveis que me chamam a atenção, como o da imagem acima.

Pelo fato de vir uma pessoa ligada à área da cultura resolvi pesquisar e fazer uma consulta e o resultado está na matéria abaixo.

Em um país em que não se valoriza o professores não se pode esperar que as pessoas, principalmente as crianças tenham um conhecimento de português que o leve a ter uma boa redação, nem como saber interpretar, até porque a leitura hoje não é estimulada, apesar de haver um crescimento da venda de livros ano a ano.

Mas como sermos uma pátria educadora, como quer a presidenta Dilma, se não se investe na cultura, se os alunos simplesmente passam de ano, independentemente de saber ou não saber o que foi ou está sendo ensinado?

Há alguns dias atrás estive conversando sobre o assunto com duas professoras e soube de casos absurdos que acontecem nas salas de aula. Um dos casos que posso exemplificar é o fato de saber que uma criança disse ao professor que só ia à escola para que os pais recebessem o bolsa família.

Assim cresce o numero de alfabetizados analfabetos, mas como políticos podem ser analfabetos por que eles se preocuparem com o ensino?

“Estamos de greve ou estamos em greve, qual é o certo?

Quem vive no Brasil convive com uma expressão: greve. Passa-se em frente a um banco ou a uma universidade, por exemplo, e está lá a frase “Estamos em greve!”. Na fala, é comum o uso de “Estamos de greve a partir de hoje!”. Há pouco tempo, em São Paulo, li “O metrô parou! Estão de greve!”.

De acordo com o Aurélio, a preposição EM entra na composição de adjuntos adverbiais que exprimem a ideia de “lugar onde se está ou onde se sucede alguma coisa”. Diz-se, por exemplo, que “A greve do metrô eclodiu em São Paulo.” Mais: “Fulano estava em aula quando soube da greve.”

Tal partícula EM pode, dentre outras funções, desempenhar “à maneira de, como”: “O grevista comunista apresenta uma barba que se desdenha em catarata.”

Já a preposição DE, com larguíssimo emprego na Língua Portuguesa, indica basicamente a relação possessiva, a relação de proveniência, da origem: “estação do metrô paulistano”, “assento do idoso”, “grevista de São Paulo”, “estação da Luz” etc.

Vê-se, também, muito a relação especificativa, de qualidade, caráter, índole, pendor: “vagão de luxo”, “movimento de fulgor compacto”. Em tempo, ratifico que há tantos outros usos e significados (como a própria ideia de complementação) do elemento de ligação DE.

Usar, pois, na escrita formal, “de greve” é incoerente, ilógico – justamente por existir a preposição EM, que indica a ideia de “dentro de”, “à maneira de”, “como”. Logo, os sujeitos estão “em greve”, ficarão muitos dias “em greve”!

Seria possível, então, afirmar que “Os metroviários ficaram em processo de greve (…)”? Sim, já que o DE complementa o termo “processo”. Maravilha! No entanto, deve-se lembrar da recomendação gramatical: “o processo de greve” refere-se ao movimento ainda não deflagrado, ou seja, ao movimento que está prestes a acontecer.

Usando o mesmo vagão semântico (da significação prepositiva), usa-se EM nas expressões “em mão”, “em nível”, “em licença médica”. Vejamos:

“O metroviário entregou o manifesto em mão.”
“Sindicato inaugurará curso em nível nacional.”
“Yeda, a sindicalista, ainda está em licença médica.”

Ah! Caso você siga o trilho das férias, neste mês de julho, registre aos amigos que sua alma está em férias e não em serviço.
Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!”

Diogo Arrais é professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional – Autor Gramatical pela Editora Saraiva

Sobre Amorim Sangue Novo

Amorim Sangue Novo, é jornalista--Mtb/SP 59858, contador-CRC/SP 842.156 e especialista em hardware (Desenvolvedor Microsoft). Foi colunista no jornal interno da Lion/Caterpillar, criou e foi redator chefe do jornal interno da Adubos Vianna e é Ex-Diretor de Trânsito na cidade de Panorama. Diretor na Amorim Informática e Jornalismo. atua como editor dos sites Jornal Digital Panô City -www.panocity.com.br- e Sem medo da verdade -www.semmedodaverdade.com.br- e mantém páginas em diversos outros sites e blogs.
Esta entrada foi publicada em Amorim Sangue Novo, Opinião e marcada com a tag , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.