Estou muito estressado!

Estou muito estressado!

stressPor Lincoln César Andrade

Essa afirmação, pronunciada por milhares de pessoas todos os dias, e entendida por quase qualquer pessoa, diz respeito a um estado de se sentir pressionado, sobrecarregado, no limite, explosivo, tenso, irritado ou “nervoso”, termo antigo mas sempre atual.

A pessoa estressada busca diferentes modos de se livrar deste estado emocional desconfortável, desde o uso de calmantes ditos “naturais”, a base de vegetais como Passiflora encarnata (maracujá) e água de Melissa, passando por psicofármacos de uso controlado como os famosos “tarja preta”, muitas vezes obtidos de familiares ou amigos e sem acompanhamento médico, ou buscando tratamento e acompanhamento médico, neste caso buscando tratamento com especialistas que variam de clínicos gerais a neurologistas, passando por homeopatas e acupunturistas.

Frequentemente o especialista no assunto, o médico psiquiatra, é o último a ser consultado devido ao preconceito e ao estigma que ainda cercam a psiquiatria, de que o psiquiatra seria médico de “loucos”. Infelizmente esta compreensão incorreta do papel do psiquiatra pode custar caro ao paciente em termos de resultado de tratamento. Nada há de errado em consultar médicos que não são especialistas em saúde mental, mas isso pode significar erros diagnósticos e tratamentos ineficazes.

Tal preconceito em relação ao psiquiatra deriva de parte infeliz da história da psiquiatria, e de uma visão distorcida desta especialidade médica provocada por personagens de novela e filmes de suspense, onde sempre há um psiquiatra pronto para internar alguém, colocar alguém  em camisa de força ou ajudar a identificar um serial killer. Certamente existem doentes mentais graves que necessitam de tratamento psiquiátrico, mas a maior parte dos pacientes do psiquiatra sofrem de transtornos envolvendo depressão e ansiedade.

Quanto ao tratamento do estresse, ansiedade ou nervosismo, tudo depende de uma avaliação correta. Trata-se de um problema agudo ou crônico? Qual a possível causa do problema? Qual a intensidade do sofrimento? Qual o grau de prejuízo que a ansiedade está provocando? Há possibilidade de uma doença orgânica estar causando o nervosismo e a irritabilidade alta? Essas e outras perguntas, quando formuladas por um psiquiatra experiente, definem tratamentos que podem envolver  aconselhamento, psicoterapia, uso de calmantes de venda livre, treinamento em técnicas de relaxamento físico e mental, terapia corporal para dores tensionais, exercícios de relaxamento, uso de psicofármacos de uso controlado ou mesmo o tratamento de doenças orgânicas.

Em nossa clínica utilizamos todas essas modalidades de tratamento de acordo com o diagnóstico do paciente.

Postado originalmente no site Lincoln César Andrade – Imagem: Amorim Sangue Novo

 

Sobre Amorim Sangue Novo

Amorim Sangue Novo, é jornalista--Mtb/SP 59858, contador-CRC/SP 842.156 e especialista em hardware (Desenvolvedor Microsoft). Foi colunista no jornal interno da Lion/Caterpillar, criou e foi redator chefe do jornal interno da Adubos Vianna e é Ex-Diretor de Trânsito na cidade de Panorama. Diretor na Amorim Informática e Jornalismo. atua como editor dos sites Jornal Digital Panô City -www.panocity.com.br- e Sem medo da verdade -www.semmedodaverdade.com.br- e mantém páginas em diversos outros sites e blogs.
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