O calvário do prefeito de Dracena e seus possíveis “inimigos ocultos”

O prefeito Juliano está pagando caro por sua” inocência” administrativa, falta de tato na comunicação com a imprensa e eleitores e, por sua credulidade no que, ou em “quen(s)” não é digno de crédito político, moral e/ou profissional.

Lembra-me da pressão das “forças ocultas” sofrida pelo ex-presidente Jânio Quadros e, na minha visão, diante dos comentários depreciativos nas redes sociais sobre sua gestão, publicações referentes a má qualidade dos serviços na cidade pela maioria da imprensa, não só local como em emissoras de TVs., sua falta de visão administrativa e, para que a cidade não fique exposta ao ridículo, só restam duas saídas para o prefeito:

Destituição e substituição da maioria do seu quadro de comissionados ou a renúncia, sendo a segunda opção a menos honrosa!

Simples assim…

Carta-renúncia de Jânio Quadros

“Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.

“Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.(1)

“Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.

“Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim não falta a coragem da renúncia.

“Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.

“Somente assim seremos dignos deste país e do mundo. Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor. Trabalharemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria.”

Brasília, 25 de agosto de 1961.

Jânio Quadros”
(1) O grifo é de nossa redação

Câmara de Dracena tira dúvida de editor do site Sem medo da verdade e faz correção na folha de pagamento

Pedido de esclarecimento sobre o que, sob nossa ótica, poderia ser considerado pagamento em dobro aos funcionários e vereadores, uma vez que, na folha de pagamento do mês de novembro/2017, seus nomes e valores constavam em duplicidade.

Convém lembrar que os vereadores não podem receber 13º salário neste ano de 2017 conforme publicado em nosso blog no dia 09 deste mês (veja).

Na matéria o leitor poderá verificar os valores referente salários de cada funcionário e subsídio de cada vereador

Veja:

“Protocolo 08/2017  – Solicitação de informações via e-SIC – Requerente Clovis da Silva Amorim

Solicitação

QUEIRAM, POR OBSÉQUIO ME INFORMAREM O MOTIVO DE OS NOMES E VALORES DE RENDIMENTOS BRUTOS DESCONTOS E LIQUIDO DOS FUNCIONÁRIOS E VEREADORES APARECEREM POR DUAS VEZES NA FOLHA DE PAGAMENTO DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2017, OUTROSSIM GOSTARIA DE TER CIÊNCIA A QUE SE REFERE DA PAGAMENTO E O TOTAL PAGO A TODOS OS FUNCIONÁRIOS NESTE MESMO MÊS DE NOVEMBRO E EM SEPARADO O TOTAL DE PAGAMENTO EFETUADO AOS VEREADORES DURANTE OS 11 MESES DO ANO, UMA VEZ QUE A FOLHA REFERENTE DEZEMBRO, CREIO QUE AINDA NÃO FOI FECHADA. ANTECIPADAMENTE AGRADEÇO, 14/12/17 – 22:52   Clovis da Silva de Amorim cpf 455.868.888-15

“RESPOSTA:

– Os dados do sistema de contabilidade foram atualizados e automaticamente corrigidos;  excluídas as repetições das informações.

– Valores expressos em reais  – MÊS DE NOVEMBRO – SERVIDORES

Servidor Cargo Remuneração
Amaury Jorge Moreira Tec. Serv. Leg 10.741,96
Aparecida de Souza Alves Tec. Legislativo   9.616,24
Bruna Cristina dos Santos Mendes Aux. Serv.Leg.   2.528,46
Emerson V. Pereira dos Santos Op. Sistemas   8.494,02
Gilberto Vaz Vigia Zelador   2.537,64
Leandro Cervantes Richard Assessor Juridico   3.804,71
Luciana Ap.Castilho dos Santos Contadora   4.809,15
Marcos Reys Cabreira Vigia Zelador   3.100,68
Maria Aparecida Correia Kanezawa Aux. Administ.   3.287,63
Maria Ines Sanches Oficial Administ.   8.549,84
Nivaldo Rodrigues de Sá Vigia Zelador   2.537,64
Sonia Ap. Modesto Buffulin Aux. Administ.   3.828,57
Talita Pereira Villalba Asses. Imprensa   3.985,13
Valério Dantas de Souza Asses. Legislativo  4.170,96
Waldomira Meneguesso Andre Pensionista  8.705,59

 

 

–  Valores expressos em reais – MENSAL E ANUAL- VEREADORES

 

 

Vereador Mensal Anual
Ailton Oscar Lorenseti 4.473,38 53.680,56
Célio Antonio Ferregutti 4.473,38 53.680,56
Claudevi Oliveira da Silva Junior 4.473,38 53.680,56
Claudio Jose Pasqualeto 4.473,38 53.680,56
Higor Tossato 4.473,38 53.680,56
Kielse Chiari Munis 4.473,38 53.680,56
Maria Aparecida da Silva Guasques Mateus 4.473,38 53.680,56
Milton Polon 4.473,38 53.680,56
Pedro Gonçalves Vieira 4.473,38 53.680,56
Rodrigo Castilho Soares 4.473,38 53.680,56
Rodrigo Rossetti Parra 5.480,23 65.762,76
Sara dos Santos Scarabelli 4.473,38 52.262,23
Victor Silva Almeida Palhares 4.473,38 53.680,56

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Subsídio: A primeira regra que se deve ter em mente é que o Vereador é remunerado exclusivamente por subsídio fixado em parcela única (art. 39, § 4º, CF). Por conta disto, é proibido o pagamento de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. >>>

Verba de gabinete: É jurisprudência pacífica do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que Vereadores não fazem jus a nenhuma verba de gabinete, vez que a atividade essencial da vereança não exige deslocamentos para além da fronteira do Município. >>>

Sessões extraordinárias: É vedado o pagamento de parcela indenizatória em razão de convocação para participação em reuniões legislativas extraordinárias (art. 57, § 7º, CF), ou outras situações similares, como audiências públicas. >>>

A encruzilhada de Lula

“Julgamento do ex-presidente em segunda instância foi marcado para 24 de janeiro – e deve iniciar uma série de recursos para mantê-lo na disputa de 2018

Preso ou presidente da República? Essa é a dúvida que paira sobre o futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há pelo menos cinco meses, desde quando o juiz federal Sergio Moro o condenou a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta semana, o caso ganhou a primeira luz no fim do túnel com a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de marcar o julgamento do petista em segunda instância para o próximo dia 24 de janeiro.

Em Porto Alegre, sede do TRF4, os desembargadores que compõem a 8ª Turma – Leandro Paulsen, Victor Laus e João Pedro Gebran Neto – vão decidir se consideram o petista culpado da acusação de receber propinas da OAS na forma de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral sul do Estado de São Paulo. Se for novamente condenado, Lula ficará inelegível e poderá ser preso, com base no atual entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite o cumprimento das penas após uma decisão colegiada.

O advogado criminalista Carlos Eduardo Scheid estima que, mesmo que a sentença do TRF4 não seja unânime, o que abriria mais uma possibilidade de recurso para Lula, dificilmente a decisão na segunda instância passará de maio. “O Tribunal não leva mais de três meses para analisar embargos de declaração ou infringentes. Então, eu imagino que até a primeira semana de maio teremos uma decisão definitiva na segunda instância”, avaliou.

Se for condenado, o ex-presidente ainda pretende brigar para ser candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2018. Para isso, vai buscar um efeito suspensivo do acórdão – medida que faria com que a sentença só fosse cumprida ao final do processo. “Lula deveria comemorar que a decisão será em janeiro. Ele tem que se concentrar em conseguir essa suspensão, provavelmente no STJ [Superior Tribunal de Justiça], até o dia 15 de agosto, porque se estiver inelegível no registro das candidaturas vai ser mais difícil”, previu o especialista em direito eleitoral Alberto Rollo.”

Postado originalmente no Veja.Abril

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