Amorim faz Curso de Formação Política e “tira onda” com amigo

Amorim faz Curso de Formação Política e “tira onda” com amigo

livros livros amorim sangue novoPor Amorim Sangue Novo

Desde quando anunciei em um de meus sites que iria “dar um tempo” para prestar exames para o Curso de Formação Política, recebi diversos e-mails e mensagens de apoio, outras de críticas e até de um político citando que, entre outras baboseiras citou que: “meu lugar você não vai tomar”.

Quero acreditar que esta pessoa estava fazendo uma brincadeira, posto que cargo político não se adquire, se conquista, apesar de que há muitos candidatos que “adquirem” através de compra de votos, seja de forma financeira ou através de promessas.

Um dos e-mails que mais me chamou a atenção foi a do meu amigo Souza Mello, hoje morando em Dallas, estado do Texas, nos EEUU, o qual estudou juntamente comigo nos anos de 1983.

Claro que, devido nossa amizade o Souza, a título de brincadeira, usou de uma introdução que me deu margem para dizer que não sou velho, apenas sou um jovem senhor envelhecido, porém não alquebrado e, como disse o poeta, cantor e compositor, Raul Seixas “Eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar” e, quanto ao corvo, contra ele não usarei de violência, mas meu estilingue está sempre armado para uma possível defesa.

Abaixo o conteúdo do e-mail:
“Meu caro amigo Amorim,
Você sabe o carinho e respeito que tenho por você, inclusive por nossa amizade de longos anos, por isto me dou a liberdade de te fazer a seguinte pergunta: Você nunca parou de estudar mas agora que já está no bico do corvo, acha mesmo de que deve continuar desperdiçando seu tempo com estudos que quem sabe nunca irá aplicar, ou vc. está pensando em se candidatar a algum cargo político?
Sei de sua capacidade e empenho em tudo o que se dedica, inclusive tive provas disto quando estudamos juntos, inclusive por dois tipos de cursos mas quero lembrar que em política é diferente pois não dependemos exclusivamente de vc. até porque depende de conchavos coisa que como sei vc. não é adepto. Ademais lidar com politicos é estar no meio deles e vc. nunca se propos a isto. Por isto vou te dizer uma coisa: Vai jogar bingo veio. (RS)
Pelo seu humor sempre à flor da pelo e seu espirito satirico acredito que vai me responder tirando um sarro, mas vc. Sabe também que é tudo brincadeira minha e espero que tudo corra bem e vc. tenha sucesso não só nos estudos como tb. Na candidatura.
Um forte abraço.
Souza Mello”

Resposta:
Bem meu amigo Souza, parte de sua mensagem já foi respondida no preâmbulo.
Quanto a me candidatar a algum cargo político, não posso afirmar se sairei candidato ou não, até porque, não jogo pra perder e, além disto, tudo irá depender de minhas aspirações serem aprovadas pelo partido ao qual estou filiado, porém como você mesmo citou depende de conchavos e às vezes até de acordos, às vezes até espúrios, aos quais não me proponho.

Mas caso decida sair candidato creio que o farei de forma a levar meus eleitores a acreditarem em minha real postura política que deveria ser adotada por todos os políticos e este mesmo procedimento será por mim adotado durante todo um possível mandato.

Projetos audaciosos e contraditórios aos interesses dos políticos de plantão, já os tenho, porém são projetos que vêm de encontro aos interesses dos eleitores e principalmente aos de menos poder financeiro.

Posso adiantar que minha prioridade é o incentivo à escolaridade, à cultura (inclusive dos políticos e/ou candidatos) e principalmente um tratamento mais amplo e humanizado às pessoas com problemas de saúde. Outrossim, não descarto a idéia de que há uma ampla distorção entre os subsídios e benefícios dos políticos em geral e a dos funcionários públicos e trabalhadores em geral, o que será também uma de minhas bandeiras para melhor aproximação financeira e horário de trabalho dos políticos. Portanto sou totalmente a favor de uma redução de subsídios e melhor distribuição, principalmente a favor dos servidores públicos.

Quanto a jogar bingo a idéia não é má, porém não sou afeito a jogos de azar e, por respeitar e seguir os sete pecados capitais a usura não faz a minha cabeça.

Enfim Souza, a minha intenção em fazer o curso, o qual já terminei e passei a já tenho o certificado, é o de aprimorar meus conhecimentos, visto que sou um jornalista crítico em política e não irei parar por aí, pois já comecei a fazer também o curso de Ciência Política da USP.

Um forte abraço extensivo aos familiares

“Se você gostar de mulher, eu te mato”

cartaz-600x337Laura Sousa* tem 15 anos e sabe que é lésbica. Ela não pode falar sobre as coisas que sente, porque não há quem as escute. Nem em casa, nem na escola. Ela esconde a orientação sexual da família, porque não tem outra opção. “Minha mãe me disse aquilo quando estávamos vendo novela”, conta Laura, que tem dificuldade de repetir a frase. O aquilo foi uma ameaça de morte: “Se você gostar de mulher, eu te mato.”

Na sua escola, uma instituição pública na periferia de São Paulo, apenas alguns amigos próximos sabem o que ela vive. “Porque eles também são ‘diferentes'”, explica. Os outros colegas costumam implicar com o seu jeito de se vestir, com roupas mais largas: a chamam de “Maria macho” e puxam seu cabelo.

Laura acredita que o preconceito dos alunos é fruto de ignorância. Por isso, foi uma das centenas de estudantes a participar de uma campanha nas redes sociais, com o lema “eu preciso de debate de gênero nas escolas”.

A campanha, criada pelo Coletivo LGBT Cores no início de julho, alcançou 4 milhões de pessoas e teve mais de 14 mil compartilhamentos. A mobilização teve origem após a retirada dos termos relacionados ao debate de gênero dos planos de educação de vários municípios e estados do país – os documentos vão orientar a formação de professores e alunos nos próximos dez anos.

Em 2014, o assunto foi banido do Plano Nacional de Educação, por pressão das bancadas religiosas. Aprovadas as diretrizes nacionais, municípios e estados tinham até junho de 2015 para fazer o mesmo. Nesta terça-feira (25/08), por pressão de grupos religiosos, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o Plano Municipal de Educação sem a palavra gênero.

Para Laura, falar sobre esse assunto no colégio melhoraria a sua vida. “Ficaria mais fácil para todos que passam por isso. Talvez existam pessoas como eu que não têm com quem conversar. Se cada um tivesse um espaço para se expressar, as pessoas talvez vissem o que o preconceito causa em cada um”, diz.

“Família tradicional”
Para as bancadas religiosas, a inclusão do debate nas escolas significa impor uma “ideologia de gênero”, que atacaria os “valores da família”.

Em nota divulgada em junho sobre o tema, a Confederação Nacional de Bispos do Brasil(CNBB) se diz favorável ao combate de qualquer discriminação, mas se posiciona contra a inclusão do termo nos planos de educação.

“A ideologia de gênero (…) desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher. (…) A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias”, afirma.

Os pais de Laura concordam com os argumentos religiosos e defendem a “família tradicional”. Segundo a estudante, os pais são “crentes que não vão à Igreja” e vêem os homossexuais como “aberrações”.

Laura passa por períodos de muita tristeza. “Sinto como se eu fosse obrigada viver uma mentira. É como se todo aquele amor de mãe fosse se transformar em raiva e desprezo de uma hora para outra. Então tento viver como a sociedade prefere”, conta.

Nos momentos de desesperança, Laura escreve textos sobre loucura e solidão. Ela mostra seus cadernos apenas para um professor da escola, que sabe das suas dificuldades e a incentiva a colocá-las no papel.

Professores
A experiência de Laura ilustra o cotidiano dos professores que, mesmo sem a inclusão do debate de gênero nos planos de educação, precisam saber lidar com questões como essas na sala de aula.

A professora de matemática Marina Baldoíno, que trabalha em uma escola estadual em Itaquera, na zona leste de São Paulo, afirma que o debate de gênero é importante, não só para os alunos, mas também para os professores.

“Já ouvi muita barbaridade de professor. Um deles disse para um aluno que ser gay era falta de apanhar. Que na época dele, isso se resolvia batendo. Também tivemos problemas com um aluno transexual que queria ser chamado por outro nome. Por lei, ele tem esse direito, mas alguns professores se recusaram a cumprir a determinação”, lamenta.

A professora ressalta que o debate de gênero é um tema transversal, que aparece em qualquer disciplina. “Sou de exatas, mas já tive que intervir em vários momentos. Além do conteúdo, estamos formando os alunos, que precisam ter senso crítico.”

Carolina Figueiredo, professora de sociologia em uma escola estadual em Campinas, no Estado de São Paulo, concorda. Ela explica que o colégio não está isolado dos problemas da sociedade.

“A escola não é uma bolha. Uma série de desigualdades que atravessam a sociedade também estão presentes ali: gravidez na adolescência, violência contra a mulher e os LGBT são constantes. Por isso temos que ensinar os alunos a lidar com a diferença e respeitar a diversidade”, afirma.

“Você devia morrer”
Miguel Martins, de 16 anos, ouvia seus colegas dizerem que ser gay era “possessão do demônio”, quando resolveu se posicionar. Ele já era homossexual assumido no colégio, uma instituição publica em Limeira, interior de São Paulo, e não imaginou que pudesse sofrer represálias por expressar sua opinião.

“Dentro da sala não houve nenhuma agressão. A maioria das pessoas estava expondo opiniões bastante homofóbicas, mas não eram dirigidas contra mim. Então eu disse que era gay e que existiam outras formas de amar. Quando eu sai da sala, percebi que aquilo tinha me deixado marcado”.

Logo depois, no corredor, um menino veio até Miguel e disse: “você devia apanhar até morrer”. Isso foi há um ano, mas Miguel ainda se sente mal ao lembrar-se do caso.”Fiquei com muito medo, abalado. Parei de falar no assunto durante um bom tempo.”

Miguel diz que sempre sofreu discriminação no colégio por ser considerado mais feminino. No início, não percebia as agressões, que, para ele, estavam muito naturalizadas.

“Me chamavam de viado, mocinha. Até os professores de educação física me diziam que eu corria como uma menininha. Eu me sentia mal, mas não entendia o que significava, porque era criança.”

Um ano depois da ameaça do colega, Miguel voltou a lutar por seus direitos dentro da escola. Juntou-se a outros alunos, formou um grupo e organizou debates no pátio do colégio sobre diversidade sexual e gênero.

“Isso mudou a situação, já me sinto muito mais fortalecido. Foi importante mostrar que nós não somos invisíveis”, afirma ele. “Precisamos servir de exemplo para os alunos que sofrem em silêncio.”

Cabelo curto
Em alguns casos, até mesmo um simples corte de cabelo pode ser motivo de discriminação. Após um ano difícil em seu colégio em Gravataí, no Rio Grande do Sul, Eduarda Puerta, de 17 anos, quis mudar o visual e optou por um cabelo curto.

Mas a decisão provocou uma reação inesperada. Apesar de ter namorado, os colegas de sala e vizinhos passaram a perguntar se ela tinha “virado lésbica”. A mãe foi contra o corte e pediu que Eduarda deixasse o cabelo crescer novamente.

Eduarda explica que precisou tranquilizar até mesmo as amigas mais próximas. “Eu falava para elas passarem lá em casa mais tarde e elas me olhavam feio. Tive que dizer: ‘calma, eu não vou te pegar'”.

Apesar de chateada com a situação, Eduarda afirma que isso a fez entender melhor o que os colegas gays passam. “Comecei a defendê-los na escola.”

Publicado no DW

A Câmara de Panorama e o conceito do povo sobre os vereadores

A Câmara de Panorama e o conceito do povo sobre os vereadores

vereador
Por Amorim Sangue Novo

Há exatos quinze dias, (17/08), passando em frente ao AME de Dracena, encontrei uma vaga para idosos livre (coisa rara, pois várias pessoas estacionam irregularmente no local), então resolvi parar e tomar um capuccino em um estabelecimento fronteiriço.

Ao entrar encontrei um casal de moradores de Panorama, que disseram me conhecer, que me perdoem, mas confesso não me lembrar quem são.

Eles me disseram estar esperando a saída do ônibus de volta para Panorama e se queixaram, pois não sabiam que horas iriam voltar para casa.

Então sugeri que eles se dirigissem a algum vereador e fizessem uma indicação ao Executivo para que fizesse com que os motoristas anunciassem quando seria o último atendimento no AME e consequentemente a hora aproximada da volta.

Então em tom sarcástico o Sr. me perguntou:

– E lá tem vereador?

Demos muitas risadas e ele me falou que, ano passado, foi três vezes à Câmara e nunca encontrou um vereador lá, por isto desistiu.

Eu disse que nesta terça (hoje 18/08) deverá ter sessão e ele poderia conversar com algum deles.

A Sra. me perguntou quantas vezes há sessões, quando eu respondi que a cada quinze dias, ela deu uma gargalhada e retrucou:

– Mas eles ainda ganham pra isto? O que eles fazem?

Preferi me calar

OBS.: Para saber quanto ganha um vereador de Panorama veja matéria no Sem medo da verdade, clicando aqui >>>