Quem não se comunica se trumbica

Quem não se comunica se trumbica

amorim sangue novo e bruno troyano

Na foto de Adilson Camargo, Amorim em conversa informal com Bruno

Por Amorim Sangue Novo

A Rede Troyano de Supermercados, cada dia inova na área de comunicação com seus clientes.

Esta semana, com a intenção de facilitar o contato com seus clientes, a empresa lançou um canal de comunicação através do aplicativo WathsApp (veja figura no rodapé).

Há uns meses atrás fiz aqui um comentário sobre o Troyano haver agradecido minha sugestão e haver colocado em seu site o horário de atendimento ao público. Já nesta quinta (30) fiz questão de parabenizar pessoalmente o Sr. Bruno Troyano, diretor de operações e advogado da empresa o qual muito prestativo aceitou diversas sugestões e disse também estar disposto a atender todas as sugestões de, seus clientes ou não, para que possa ter e manter cada diz mais um melhor atendimento a todos. Abre-se assim, mais um leque de comunicações entre a Rede Troyano e seus clientes.

Bruno também fez questão de agradecer minha presença e a postagem da matéria anterior e citou que todas as sugestões para melhoramentos expostas serão analisadas e que, nas áreas dos estacionamentos para idosos e deficientes deverão haver ações para que haja uma melhor conscientização dos usuários, uma vez que muitos não respeitam os direitos dos contemplados.

O que pude notar e me foi confirmado por Bruno, é que a Troyano tem uma “relação família” com seus funcionários e que, esta mesma relação é mantida com seus clientes e a fidelidade destes.

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zap troyano

Datena: “… um péssimo político” e “… mais um imbecil”

Datena: “… um péssimo político” e “… mais um imbecil”

datenaPor Amorim Sangue Novo

Entre ouras frases que denigrem sua imagem como político, o apresentador José Luiz Datena, citou ainda, em entrevista, que seria uma porcaria como administrador.

“Em 2012, Datena disse que não entende nada de administração, que seria um péssimo político. Além disso, disse que acha injusto um apresentador de TV se candidatar, pois ganharia votos pela sua popularidade e não pela sua capacidade como administrador.”

Agora Datena confessa ser pré-candidato a prefeito de São Paulo, pelo PPS

Uma coisa é certa: o Datenão parece com o Clark Kent, mas até aí ser um super homem, ao menos nas palavras, nunca será e, se o superman nunca revelou sua verdadeira identidade, o apresentador falou demais e, com certeza agora terá que dobrar a língua.

Por tudo isto me permito fazer um trocadilho: Date, não!

Veja vídeo:

O primeiro amor

O primeiro amor

Captura-de-Tela-2015-07-26-às-22.43.02Conversation dans un Parc, de Louis Léopold Boilly (detalhe)

Por Fabio Hernandez

Tio Fábio é um homem sábio do interior. Uma vez ele me viu aflito com uma pilha caótica de livros que eu tinha na cabeceira. Tantas coisas para ler, tão pouco tempo: esse o motivo da minha aflição, expliquei a Tio Fábio. Na próxima vez que o encontrei, ele me passou uma citação de Sêneca, o grande filósofo romano de quase 2000 anos atrás. Tenho-a até hoje. “Uma profusão de leituras sobrecarrega o espírito, mas não o ilustra. É melhor se aplicar num pequeno número de autores do que vagar no meio de muitos”. (

Adiante, conforme me contou Tio Fábio, Sêneca quase louvou o célebre incêndio da Biblioteca de Alexandria, considerado pela visão convencional como um dos maiores desastres culturais da humanidade. Sêneca qualificou a biblioteca queimada como um exemplo de “orgia de literatura”. Tio Fábio gosta de Sêneca porque admira gente que pensa diferente. Herdei essa admiração. Uma das razões pelas quais falo tanto de tio Fábio é que ele pensa diferente).

Agora confesso que esqueci por que falei em Sêneca e no esforço inútil despendido em leitures inúteis. Ah, lembrei. É que no esforço de seguir o romano genial eu passei a me concentrar em alguns autores, não numa infinidade. E tirei de minha vista a montanha de livros que me trazia tanta ansiedade. Entre as minhas poucas e constantes leituras estão dois escritores “espirituais”. Um deles é o monge católico Thomas Merton, já morto. O outro é o monge zen Thich Nhat Hanh, um vietnamita que ergueu uma comunidade budista num lugar retirado na França.

Citei ambos porque, em livros que escreveram, eles trataram de um assunto que é único, vital, indelevelmente marcante na vida de um homem: o primeiro amor. É quando descobrimos que não somos mais crianças. É quando descobrimos que existem outros prazeres além da bola de futebol e do videogame.

E é quando descobrimos também o quanto a alegria está conectada à tristeza. O quanto a euforia está próxima da angústia. Um telefone que toca com a voz de quem você deseja ouvir. E então é o êxtase. Um telefone que teima em ficar silencioso, cruelmente silencioso. E então é a agonia. Você é um antes do primeiro amor. E outro depois. Os beijos. O adeus.

(E então me ocorre aquela linda canção chamada Crying Game, que deu nome ao polêmico filme. “First there are kisses/Then there are sighs/And then before you know where you are/You’re saying goodbye”. O sentido é a fugacidade da paixão. A impermanência, como dizem os budistas. Quem sabe um dia o Mantraman me diga palavras de conforto em relação à revolta ingênua que sinto contra a impermanência).

Merton, em sua autobiografia, nota algo que eu nunca tinha pensado. Somos tão jovens, tão frágeis quando aparece pela primeira vez em nossa vida aquela onda avassaladora que é o primeiro amor. Tanto impacto e somos tão indefesos. Merton se apaixonou antes de virar monge.

Thich Nhat Hanh, num pequeno e belo livro chamado Cultivando a Mente de Amor, confessa a paixão que o tomou quando, jovem monge, conheceu uma monja. Ele diz que decidiu falar desse amor para ajudar outros monges que por acaso enfrentem a mesma situação.

Pelo lirismo inspirado, transcrevo um trecho em que Thich Nhat Hanh fala do objeto de seu amor: “O comportamento dela como monja era perfeito – a forma de se mover, de olhar, de falar. Ela era tranquila. Jamais dizia alguma coisa, a melhor que lhe perguntassem”. Mais adiante, ele compara seu amor a uma tempestade pela qual ela e ele tinham sido apanhados sem saber como. E também sem saber como escapar.

Num capítulo intitulado “A beleza da primavera”, Thich Nhat Hanh faz um convite ao leitor. “Por gentileza, pense no seu próprio primeiro amor”. Faça-o devagar, visualizando como aconteceu, em que lugar foi, o que lhe trouxe naquele momento. Relembre essa experiência e observe-a calma e profundamente, com compaixão e entendimento. Você descobrirá muitas coisas que não notou naquela ocasião”.

E então aceito o convite do monge zen. E penso nela. Nos olhos verdes. Na pele suave como um pêssego. No sorriso meigo e constante. No telefone que tocou e trazia a voz dela para dentro de minha casa e de meu coração. No vestido azul e amarelo que usou quando saímos pela primeira vez.

No primeiro beijo.

E então penso na tempestade (para usar a expressão de Thich Nhat Hanh) que se seguiu. Deus, que tempestade. Mas quanta poesia, quanto calor, quanto ensinamento se escondia naquela torrente de água ao mesmo tempo tão sofrida e tão gloriosa.

Sobre o Autor:
Fabio Hernandez é, em sua autodefinição, um “escritor barato”.