A última postagem do blog do Cadu

CAdu

A última postagem do blog do Cadu

Por Amorim Sangue Novo

Há exatos um ano e um mês atrás, o blog do Cadu tecia comentários sbre o “mensalão” tucano.

Após dois dias o blog anunciou que estava parando suas atividades.

Não tenho a intenção de questionar o colega sobre ter parado após sete anos, porém o que se nota é uma insatisfação geral com a política e políticos brasileiros e a sensação de impunidade está fazendo com que muitos jornalistas e blogueiros estão “abandonando o barco”. Esta mesma intenção me persegue a algum tempo.

Já nas redes sociais aumenta o número de posts sobre política e, apesar de se verificar muitos questionamentos sem fundamento, ao mesmo tempo, alguns deles demonstram conhecimento de causa.

Meu amigo Rubetta, foi mais além e demonstra esta sua “inquietude” quanto aos governantes através de seu site (veja), mas o que importa aqui e agora é a pergunta do Cadu: Cadê?

“Mensalão” tucano: cadê a indignação?

Imprensa grande imparcial. Só que não #SQN

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder a Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerias e ex-deputado federal, o direito a ser julgado em primeira instância no caso do “mensalão” tucano. Azeredo renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados por causa. Ao contrário do que aconteceu com os réus do “mensalão” petista na Ação Penal 470.

José Dirceu, por exemplo, não era mais deputado federal – foi cassado – quando o processo se iniciou no STF, mas a ele não lhe foi dado o direito a um duplo julgamento. Dois pesos, duas medidas.

Dois pesos, duas medidas também no tratamento da imprensa grande. Mesmo quando só réus entraram com embargos para novo julgamento de parte do processo que respondiam, a mídia grande logo tratou de atacá-los como se fosse petulância exigir seus direitos. O julgamento foi transformado em um thriller televisivo. De forma sumária, a mídia julgou e condenou todos os réus.

Dois pesos, duas medidas também na reação dos pseudomoralistas de plantão. Cadê as atrizes da Globo vestidas de preto “com vergonha do Brasil”? Cadê os compartilhamentos cheios de ódio pela “proteção aos poderosos” no judiciário? Cadê a revolta em viver em um país onde “corruptos não são presos”?

Cadê?

Também o que se pode esperar de uma classe média – tradicional – que acha normal linchar e espancar jovem negros no meio da rua por serem suspeitos de cometerem um roubo ou furto, ou qualquer outro crime? Mas quando é um filhote da elite branca, vale o Estado democrático de direito. Dois pesos, duas medidas.

Cadê a revolta com o STF por proteger “mensaleiros”? Se for tucano, tudo bem. Afinal, não deu no Jornal Nacional. Ou pelo menos o William Bonner não levantou a sobrancelha direita ao ler o teleprompter com a notícia. Nem será destaque no Fantástico (?) ou mesmo capa de Veja.

Cadê a ira das “famílias de bem” que “não aguentam mais tanta impunidade”? Cadê?

Cadê as máscaras de filme hollywoodiano, os narizes de palhaço e os cartazes com frases de efeito afirmando que o “gigante acordou”? Onde estão?

O gato comeu!

Câmara aprova isenção de pedágio para motos nas rodovias federais

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Câmara aprova isenção de pedágio para motos nas rodovias federais

A Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados aprovou substitutivo à proposta que isenta o pagamento de pedágio em via federal aos veículos automotores de duas rodas, como motocicletas e motonetas. O objetivo da proposta é melhorar a fluidez do trânsito na rodovia, além de facilitar a movimentação das motos.

A proposta consta do Projeto de Lei 1410/11, do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que tramita em conjunto com o PL 1473/11, do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC). O substitutivo aprovado tem o intuito de adequar a matéria das duas propostas em apenas uma e deixá-las de acordo com as técnicas legislativas e ao parecer do colegiado da comissão.

Pelo texto do relator, deputado Aureo (SD-RJ), ficam isentos do pagamento apenas as motos que não estejam conectadas a um sidecar (dispositivo de uma única roda preso a um lado da motocicleta) ou a um semirreboque. O projeto prevê ainda que esses veículos serão isentos do pedágio em todas as vias que façam parte do sistema rodoviário federal.

Revisão das tarifas de pedágio
De acordo com o texto aprovado, o concessionário pode reivindicar a revisão da tarifa de pedágio para que o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato de concessão não seja violado. Caso isso ocorra, a isenção a que se refere o projeto, só valerá após a decisão do poder concedente quanto à manutenção ou à revisão dos valores.

Além dessa possibilidade, nas hipóteses de improcedência do pedido de revisão de tarifa, o concessionário também poderá solicitar a solução da divergência contratual por meio de processo amigável.

Pela proposta, o concessionário poderá invocar a resolução do conflito com base no contrato de concessão; porém, durante esse período não pode haver o prejuízo do benefício gerado aos veículos isentados.

As regras expressas no texto vão valer após 90 dias da data de publicação da lei no Diário Oficial da União.

Transtornos nos pedágios
O deputado Aureo explicou que seu parecer baseou-se no substitutivo do ex-relator da Comissão de Viação e Transportes, deputado Anderson Ferreira (PR-PE).

Segundo os motivos expostos pelos autores do projeto, Ferreira disse que “os transtornos causados pela cobrança de pedágio dos veículos de duas rodas, tanto para os motociclistas quanto para os demais usuários da via, não justificam a continuidade dessa cobrança”. Para o deputado Aureo, a matéria foi tratada com muita propriedade no parecer anterior, “com argumentos consistentes possibilitando a avaliação abrangente dos aspectos com os quais a proposta se envolve”.

Tramitação
As propostas ainda serão analisadas, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da redação com, AgCâmara